quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

2 de Março - Luta Nacional de Formadores

2 de Março - Luta Nacional de Formadores: não cales a tua voz!!!

http://www.forma-te.com/images/stories/artig_forma_te.pdf

Após os primeiros sinais terem surgido sobre mudanças na contração de formadores externos do
IEFP, em Julho de 2012, houve uma imediata organização / mobilização de formadores externos do
Instituto do Emprego e Formação Profissional, de Norte a Sul do país, que procuram, até hoje e através de sucessivas reuniões, uma resposta ou possível solução para a dispensa silenciosa daqueles que parecem ser os fantasmas do sistema de educação profissional em Portugal: os formadores externos do I.E.F.P, I.P.
Como resultado da primeira reunião no Instituto, o maior argumento utilizado era bem forte:
números! Neste caso, poupar-se-ia muito ao Estado em termos económicos pois iriam ser
(re)aproveitados os professores de quadro em horário zero para executar funções no I.E.F.P.
Presentemente, questionamos: se, para cerca de 950 vagas, concorreram apenas 27 professores
de quadro e todos os restantes vão ser pagos, onde está, afinal, a poupança? Nem sequer há certeza de
que esses vinte e sete tenham ficado colocados no instituto!
Mais ainda, se, aparentemente, vão pagar uma importância simbólica por quilómetro em
deslocações (o que não aconteceu até à data), onde fica a questão de números e reaproveitamento de
recursos/ poupança? E, mais um ponto que fica sem resposta e que parece dúbio, é o facto de irem pagar trinta horas semanais a cada formador quando não há quaisquer garantias de que as mesmas sejam realmente ministradas.
Ou seja, o Instituto pagará por um serviço que poderá não ser prestado. Fala-se, então, em
trabalho administrativo (para tentar justificar o pagamento dessas trinta horas) que poderá ser levado a cabo por esses novos formadores. Mais um ponto que pode ser facilmente refutado!!!
Actualmente, o Instituto tem formadores externos que executam trabalho administrativo de
forma quase gratuita (em média os mediadores recebem o pagamento de sete horas mensais por um
trabalho que costuma demorar o dobro das horas ou, geralmente, ainda mais. Aliás, do que tenho
conhecimento, recebem só sete horas mensais por esse trabalho).
É trabalho gratuito executado por profissionais qualificados que se têm dedicado ao Instituto sem
possuir qualquer vínculo e agora querem que nós, formadores, aceitemos a nossa expulsão, alegando a questão orçamental – reduzir, reduzir, reduzir! -, quando vão pagar mais a profissionais com pouca ou nenhuma experiência no ensino profissional?!
- Ensino Profissional e de qualidade em Portugal? Para quê?
Acho que o chocante, inconcebível e totalmente inacreditável, neste momento, em relação ao
Ensino, sobretudo o Profissional é nada, de facto, importar. Não interessa a qualidade do ensino, a vocação para o ensino profissional ou público (nem todos a têm. Ou se adaptam bem a um ou a outro e todos, formadores e professores, são necessários). Contudo, não interessam resultados, não interessa um passado cheio de factores positivos e de prémios ganhos em concursos nacionais e internacionais devido ao fruto do trabalho desses formadores em Campeonatos de Profissões.
Argumentos mostrados até agora, simplesmente, já não são válidos - "vamos colocar professores
a dar base" - Mas, afinal, que ridículo existe nesta afirmação quando nem há conhecimento de que (pelo menos!) 80% dos formadores a dar base são professores? E o argumento mais válido será "vamos colocar professores porque há muitos profissionais desempregados?!". Então e ninguém se digna a tentar perceber a jogada de contornos macabros que existe em jogar para o lixo professores-formadores e formadores experientes que NÃO TÊM SEQUER DIREITO AO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO e que chegam aos limites de nem terem direito a um cêntimo por mês, depois de tantos anos de descontos, colocando in loco professores que até estão a receber mensalmente um apoio?
Muito haveria a discorrer sobre o assunto, até mesmo por haver ainda quem não tenha
conseguido abrir os olhos para a dura e actual realidade, no entanto, como conclusão, debruço-me
exclusivamente sobre o concurso para colocar professores e formadores no Instituto.
Este famoso concurso, que teve a parca duração de 72 horas tem como consequência final
colocar na rua pessoas que optaram pela formação profissional, pois poucos conseguiram actualizar o
tempo de serviço ou preparar outros documentos.

Serve o recente concurso para dispensar profissionais cujo único sustento é exactamente este
precário trabalho a recibos verdes, quando os mesmos têm demonstrado - ao longo de MUITOS anos de árduo trabalho -, resultados bem positivos e ainda há quem alegue que esta é a melhor solução para o ensino profissional em Portugal, quando, sinceramente, mais avaliado do que um formador não há?
Quando, no fim de contas, se um formador for mau, é convidado a sair ou não mais recebe formação
(sendo o mesmo sabido por toda a área da formação profissional - pública ou privada) e quando nem
sempre o mesmo sucede noutras áreas do Ensino? E vêm falar-me em equidade? Em democracia? Em
melhorar a qualidade do ensino profissional?
Por esse motivo e tentando, UMA VEZ MAIS, apelar à união de todos os profissionais de formação
neste país, apelo (e apelamos todos nas redes sociais, sobretudo no grupo “Formadores Injustiçados” do Facebook!) à união e à presença de todos em Lisboa ou no Porto no próximo dia 2 de Março! Pelos nossos direitos enquanto formadores, mas, sobretudo, pelo direito democrático que temos e que merecemos enquanto parte integrante dos cidadãos que mais contribuem economicamente para o Estado.
ACORDEM, FORMADORES! Lutem por aquilo em que acreditam! Somos profissionais devidamente qualificados e escolhemos de coração o ensino profissional! Vamos soltar a nossa voz!

Para finalizar e pedindo já desculpas pelo desabafo, não me coíbo, no entanto de o afirmar - não
se esqueçam: fecham escolas, hospitais, vendem património público, rebaixam as forças de segurança, desgraçam os profissionais de saúde, conseguem denegrir a educação, brincam com os professores do Ensino Público e atiram para o lixo milhares de formadores sem um motivo válido. “Viva Portugal! Viva a Democracia!” (E viva mais ainda quem deixa o país ir ao fundo devido à sua inércia, dedicando-se ao zapping televisivo, sentado numa confortável poltrona entre quatro paredes, culpando meio mundo pelas suas desgraças!)
Acorda, Portugal! O Povo ainda é quem mais ordena e, neste caso, como profissionais da
educação que somos, o nosso primeiro dever é formar e educar! Devidamente. Conscientemente.
ACTIVAMENTE!
Dia 2 de Março em Lisboa!
Carla Sofia P. R. Ferreira
21 de Fevereiro de 2013, 00h:05m

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Diário do Pedro, fevereiro de 2013


1 de fevereiro
Vou recomeçar hoje a dieta, depois dos abusos do Natal. A Laura inventou um tal de sumo de abóbora para tomar em jejum, receita que ela descobriu no Facebook. Sinceramente, prefiro uma reunião com o Álvaro sobre as minas.

2 de fevereiro
Agora todo o santo Conselho de Governo é a mesma coisa: quando eu digo vamos começar, tem sempre alguém que pergunta baixinho – Qual é a pressa, qual é a pressa? Risota geral. O que é preciso é boa disposição.

3 de fevereiro
Dia de pagar o seguro do carro. Nestas horas é que o subsídio de Natal faz falta.

4 de fevereiro
O Gaspar encontrou uma tabela da Coreia do Norte com os modelos autorizados de corte de cabelo feminino e quer aplicar em Portugal. Diz que marca certamente pontos junto da Troika. A Laura já gritou que nem o “melhor povo do mundo” vai concordar. Por via das dúvidas, agendou cabeleireiro para amanhã.

5 de fevereiro
O Aguiar-Branco foi ver o Lincoln e diz que na sua opinião a libertação dos escravos é refresco quando comparada com a pimenta de cortar 4 mil milhões. Falou com os olhos marejados de lágrimas. Um graxista este sujeito.

6 de fevereiro
Telefonema de Brasília, Dilma na linha. Levei um susto, pensei que fosse mais um avião da TAP arrastado pelos tribunais. Nada disso, queixou-se que tinha muito trabalho, que precisava desabafar, que não sabia o que fazer com o desemprego - Sabe como é meu querido, são 5%, um h-o-r-r-o-r, não sei como é que vocês aguentam - que despropósito, ligou só pra esfregar-me os números na cara, que mulher cruel. Pode ficar esperando que não vai ter Honoris Causa coisa nenhuma em Coimbra. Nota: Falar com o Miguel para a Lusónofa oferecer um Honoris à Dilma.

7 de fevereiro
A minha filha mais nova está com dificuldades a matemática. Vou falar com o Professor Crato para ver se ele dá umas explicações à pequena.

8 de fevereiro
Chego a casa exausto e ainda tenho que lavar a loiça. A Laura diz que a minha zona de conforto é da porta pra fora.

9 de fevereiro
Hoje não quis saber de dieta, ataquei uma lasanha do Pingo Doce, oferta do António Barreto. A Laura ainda tentou reclamar, mas fiz logo cara feia. A cavalo dado não se olha os dentes.

10 de fevereiro
Esta noite sonhei que ainda trabalhava na Tecnoforma…bons tempos.

11 de fevereiro
Falei com o Professor e ele respondeu que ia ver se havia algum professor com horário zero em Massamá. Definitivamente, não gostei.

12 de fevereiro
A Ângela ligou, a informar que o pedido para mais um ano estava bem aviado. O problema é que com aquele vozerio alemão dela até boa notícia parece ordem.

13 de fevereiro
Este negócio de passarem faturas em meu nome…tenho que reunir discretamente com o Gaspar e ver se consigo aproveitar os tais 250 euritos no IRS, sempre dava para o seguro do carro.

14 de fevereiro
Passei a tratar o professor por Nuno. Fez cara de quem não gostou, paciência. É preciso colocar os ministros no seu lugar.

15 de fevereiro
Três da tarde, preparação para o fim de semana, pego-me a pensar na renúncia do Bento XVI. Bem podia ter esperado para depois da visita da Troika. Nada ajuda, esta passagem pelo governo é um vale de lágrimas. Senhor afasta de mim este cálice. Vou pra casa mais cedo ver o Big Bang Theory.

16 de fevereiro
Uma manhã inteirinha no Ikea. Quem diz que é bom ser sueco devia ser obrigado a acatar com aquelas caixas. Será que no IEFP tem algum carpinteiro de plantão? Nunca vou conseguir entender aquelas instruções. A saída alguém ainda gritou se eu tinha fatura. Claro que tenho, na montagem vou partir mesmo qualquer coisa.

17 de fevereiro
Depois do escândalo da carne de cavalo, todos os dia, a hora do sumo de abóbora, a Laura pergunta se eu quero trocar por uma lasanha. Muito come o tolo, mas mais tolo é quem lhe dá, pensei. Pensei, mas não disse, ou ainda vou ter que almoçar almôndegas no Ikea.

18 de fevereiro
O que aconteceu com o Miguel foi deveras preocupante e é uma prova do estado a que este país chegou. Vamos ter que nos sentar, Governo, oposição, sindicatos, mesmo todos e analisarmos os erros cometidos nos últimos anos e o que podemos fazer para um futuro melhor. O que não é mais possível é ver na televisão cenas como aquela, com todo mundo a desafinar. Que país é este em que ninguém sabe cantar?

19 de fevereiro
Só hoje o Miguel apareceu no escritório, com um porta-chaves do Copacabana Palace de oferta. Coloquei de lado, com displicência. Percebi que ele ficou sentido, mas para governar é preciso firmeza.

20 de fevereiro
Depois das Grandoladas o Portas encontrou-me e disse que o Relvas está para mim como o Robert Cecil estava para a Rainha Elizabeth. Aquele homem pensa que mora em Inglaterra, alguém algum dia vai ter que lhe dizer que ele não é inglês. Nota: Ver na Wikipedia quem foi o tal do Cecil. Se for uma piada de mau gosto a coligação acaba aqui.

21 de fevereiro
A Paula Teixeira da Cruz a falar bem da Grândola é coisa que eu não queria acreditar. Mandei-lhe um sms com um smile triste. A galinha que canta como galo, corta-lhe o gargalo.

22 de fevereiro
Áustria, isto é que é. Nota importante: Não esquecer da oferta para a Laura.

O Sr. Presidente e esta descoberta do erro na lei das limitações para os autarcas é uma chatice pegada. Como é que eu digo agora às sextas-feiras: bom fim de semana ou bom fim da semana?

23 de fevereiro
Já descobri quem é o Robert Cecil, mas não percebi a intenção do Portas. Aquele homem é todo entrelinhas. A coligação está de pedra e cal (por enquanto).

O Gaspar está uma pilha de nervos com a vinda da Troika, ontem até suspirou um Ai meu São Keynes. Tentei acalmá-lo: Cesteiro que faz um cesto faz um cento, se lhe derem verga e tempo.

24 de fevereiro
O Nuno mandou recado pela minha secretária, que a mais nova podia passar lá pelo Ministério quando quisesse. Agora é tarde. Nota 1: aumentar em 15% os cortes no Ministério da Educação. Nota 2: Acabar com as Olimpíadas da Matemática. Dúvida: da matemática ou de matemática? Nota 3: Falar com o Miguel, fazer um especial na RTP sobre as dificuldades dos alunos em Matemática (deixar bem claro que a culpa não é dos alunos).

25 de fevereiro
E a Itália em? Estou a torcer pelo Berlusconi, perto dele eu fico logo uns 35% mais estadista. Se a Troika não nos der mais um ano começo a cantar Grândola ao ritmo de Volare. Quero ver o Seguro acusar-me outra vez de bom aluno.

26 de fevereiro
O Seara convidar o Futre para a Câmara de Lisboa é de mestre. Como é que eu não pensei nisto antes? Será que o Jorge Jesus aceita uma Secretaria?

A Lagarde respondeu à carta do Seguro. Grande coisa. Como dizem os brasileiros: Tô nem aí.
Afinal parece que o Grillo foi o mais votado informou-me o Paulo. Cada país tem o Tiririca que merece. Agora já posso dizer: Nós não somos a Grécia, nem a Itália. Nota: Perguntar ao Paulo como posso colocar esta frase na afirmativa: Nós somos o/a…


27 e 28 de fevereiro
Escrevo hoje porque até o fim do mês não vou ter mais tempo, só vai dar Troika. Grândola vila mor...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

ENSINO SUPERIOR - UM OLHAR EXTERIOR

Education and Training Monitor 2012 - http://ec.europa.eu/education/news/rethinking/sw373_en.pdf
 
A Comissão Europeia divulgou o estudo Education and Training Monitor 2012 e algumas das conclusões são importantes para pensarmos o futuro do país.
 
Em primeiro lugar, a meta europeia para 2020 é ter 40% dos jovens entre os 30 e os 34 anos com qualificação superior. Metade dos Estados membros já a atingiu há dois atrás. E Portugal? Bom, estamos nos 26,1%. Ao contrário do déficit, esta não será uma regra de ouro a ser inscrita na nossa Constituição. Ou seja, ou as coisas mudam muito...ou há um milagre...ou não chegaremos lá.
 
Aliás, o relatório é muito claro ao referir que, excetuando Portugal e a Roménia, todos os países europeus mantiveram ou aumentaram o investimento na educação superior, com ou sem recessão.
 
Os benefícios públicos de uma mulher ou de um homem ter um grau de ensino superior são duas a três vezes superiores aos custos públicos co
 
Mas vale a pena tanto esforço quando temos tantos licenciados desempregados? Segundo o relatório vale, pelos seguintes motivos:
 
- De acordo com o relatório, gastar dinheiro em formação superior é um bom investimento: no caso dos homens, os benefícios públicos são, em média, três vezes superiores aos custos públicos e, no caso das mulheres, são, em média, o dobro do custo associado.

- Na próxima década, a procura de profissionais com elevados níveis de formação vai aumentar, ao contrário dos profissionais com menos qualificações.
 
 - A UE estima que, em 2020, os empregos com qualificação superior passem a representar 35% do mercado de trabalho, enquanto os empregos com qualificação média representarão metade das ofertas do mercado de trabalho e os empregos com baixa qualificação vão reduzir de 20 para 15%.

- É entre os detentores de grau académico que continuam a existir as mais elevadas taxas de empregabilidade.
Os técnicos da Comissão Europeia sublinham que o investimento em educação é a chave para o crescimento da Europa, recomendando aos estados membros a realização de reformas que aumentem a performance e eficiência dos sistemas de ensino.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mil milhões e poesia

Parece que vai haver um corte de quatro mil milhões (tanto dinheiro que escapa à nossa capacidade de abstração).
 
Parece que o corte virá quase todo do lado das chamadas "prestações sociais".
 
Parece que é mais fácil quebrar o contrato social do que o contrato das PPP's.
 
Parece que isso tudo vai ocorrer numa época em que bancos são nacionalizados mas o Estado neles não manda e outros falidos e vendidos são um buraco sem fundo que continuamos a encher.
 
Parece que o corte vai ocorrer, mas ninguém negociou. Confederações patronais e sindicais aguardam. Nós também.
 
Parece que o Governo esteve reunido e resolveu cortar e como cortar, como se estivessem a escolher um Papa, em segredo, puro conclave. Isto em plena Democracia.
 
Parece que a coisa vai ser a doer, mas a Troika vai ficar a saber antes dos portugueses.
 
Será menos ou mais? Menos salário? Mais impostos? Menos Saúde? Mais despedimentos? Menos comida na mesa? Menos subsídio desemprego? ...

Se calhar apresentando primeiro à Troika o Governo ache que a coisa assume ares de compromisso internacional e seja mais fácil a resignação. Se calhar.

Boa coisa não é, ou não haveria segredo. Passos aprendeu com a TSU.

Certo, certo é que vamos todos tomar no cú.

Fazer o que?

Ler poesia...


O açúcar já se acabou?...Baixou.
E o dinheiro se extinguiu?...Subiu.
Logo já convalesceu?...Morreu.

À Bahia aconteceu
O que a um doente acontece,

Cai na cama, o mal lhe cresce,
Baixou, subiu, e morreu.

A Câmara não acode?...Não pode.
Pois não tem todo o poder?...Não quer.
É que o governo a convence?...Não vence.

Quem haverá que tal pense,
Que uma Câmara tão nobre,
Por ver-se mísera e pobre,
Não pode, não quer, não vence.


Gregório de Matos (1636-1695)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

IMPERDÍVEL, ESSENCIAL, INDISPENSÁVEL, ...


 
«O Vinho da Solidão» é um romance marcado pelos conflitos. Helène sente desde a infância a indiferença familiar e o ódio que nutre pela mãe culmina com a seduçã...o de Max, seu amante.
A Revolução de Outubro de 1917 e a Primeira Guerra Mundial percorrem a narrativa, e a família Karol, originária de Kiev, é levada de São Petersburgo para a gélida Finlândia, e daí para Paris.
Hélène trava consigo um último conflito, ao tentar libertar-se do passado, através da sensação inebriante de solidão e da juventude.
«O Vinho da Solidão» é considerada a mais autobiográfica obra de Irène Némirovsky.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Concurso externo extraordinário de pessoal docente

A Direção-Geral da Administração Escolar através do Aviso n.º 1340-A/2013, abriu um Concurso externo extraordinário de seleção e recrutamento de pessoal docente nos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário na dependência do Ministério da Educação e Ciência.
 

Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional

Os Ministérios da Economia e do Emprego, da Educação e Ciência e da Solidariedade e da Segurança Social apresentaram uma proposta de Portaria que regula a criação e o regime de organização e funcionamento dos Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional (CQEP), em substituição dos Centros Novas Oportunidades (CNO).
 
O anúncio da proposta veio acompanhado de números: ao que parece a rede de novos centros que vai substituir os anteriores  tem um custo estimado de 8 milhões de euros anuais, contra os 110 milhões de euros da rede de CNO.
Não há magia aqui: antes eram 422 CNO, os CQEP serão 120. O processo será mais escolarizado e o grau de especialização dos profissionais diminui consideravelmente, ou seja, um mesmo profissional realiza o trabalho que antes era realizado por no mínimo dois.
 
Aspetos negativos:
- Falou-se tanto no aumento do rigor do processo, mas a proposta de diploma não o torna mais exigente.
- O processo de criação dos CQEP é de uma burocracia incrível (envolve 3 Secretários de Estado) e, enquanto isso, acabam os CNO e fica um vazio.
- Os CQEP vão possuir funções de encaminhamento e acompanhamento no acesso ao emprego. Estas não são funções dos Centros de Emprego?
- As funções de acolhimento e orientação e de técnico de RVCC serão exercidas pelo mesmo profissional.
 
Aspetos positivos: o Governo assume que os processos de RVCC são positivos e necessários.
 
Uma dúvida: como é que 120 CQEP vão atender uma população potencial de mais de 700 mil pessoas?
 
 
A proposta de Portaria está disponível em: