segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Bull, por Mo Yan

It was Lao Lan who invented the scientific method of forcing pressurized water into the pulmonary arteries of slaughtered animals. With this method, you could empty a bucketful of water into a two-hundred-jin pig, while with the old method you could barely empty half a bucket of water into the carcass of a dead cow. The amount of money that the clever townspeople have spent on water from our village when they thought they were paying for meat in the years since will never be known, but I’m sure it would be a shockingly high figure.

Read more:
http://www.newyorker.com/fiction/features/2012/11/26/121126fi_fiction_mo#ixzz2Gf5SY99c

Os gigantes partiram


Hoje, dia 31, é certamente para festejar o ano que aí vem (que passe rápido). Mas é impossível esquecer que 2012 foi particularmente triste em termos de perdas de grandes pensadores. Personagens polemistas, mentes brilhantes e sobretudo originais e independentes. Vão fazer-nos muita falta.

Albert Hirschman

Falecido no passado dia 10 de dezembro, Albert Hirschman nasceu em Berlim em 1915, fugiu dos nazistas em 1933, estudou em Paris, Londres e Trieste, integrou a resistência contra Mussolini, lutou no lado republicano da Guerra Civil Espanhola, serviu no exército francês até o colapso da França em 1940, ajudou a organizar a fuga dos refugiados para Espanha, emigrou para os EUA, alistou-se no exército e foi tradutor em Nuremberg.
Construiu sua reputação como um economista do desenvolvimento, mas abordou com igual relevância temas como a ciência política e a história do pensamento. O seu livro mais famoso
“Abandono, Voz e Lealdade: Respostas ao Declínio de Firmas, Organizações e Estados” (tradução brasileira), bem merecia uma edição portuguesa. Hirschman defende que as pessoas têm três maneiras diferentes de reagir face às organizações: a lealdade; o abandono, motivado por situações de concorrência; e o protesto, motivado por situações de monopólio. Hirschman levantou alguns problemas com o culto do abandono (atenção governantes e as suas críticas à zona de conforto), pois tal decisão manteria o status quo. Os ditadores podem reinar por mais tempo se os seus críticos mais audazes fugirem para o exterior.

Eric Hobsbawm

O historiador e professor emérito da Universidade de Londres morreu no dia 1 de outubro, aos 95 anos de idade.
A sua grande tetralogia – A Era das Revoluções (1789-1848), A Era do Capital (1848-1875), A Era do Império (1875-1914) e A Era dos Extremos (1914-1991) – continua a ser considerada pela maioria dos historiadores a melhor introdução à história do mundo moderno em língua inglesa – estas quatro obras estão editadas em português pela Editorial Presença.
Foi um escritor compulsivo e de muitas facetas. Cedo descobriu o jazz e foi crítico na revista New Statesman durante anos, sob o pseudónimo de Francis Newton. Escreveu até ao fim da vida. Em 2011, publicou um derradeiro livro, How To Change the World (Como mudar o mundo), defendendo a pertinência do pensamento económico de Marx perante o colapso bancário de 2008-2010

Gore Vidal

Gore Vidal nasceu na Academia Militar de West Point e foi criado em Washington, D.C., onde o seu avô era senador.
Ingressou na literatura quando adolescente, escrevendo contos e poemas. Publicou seu primeiro romance, Williwaw, aos 21 anos quando servia nas Forças Armadas durante a Segunda Guerra Mundial, mas nos anos 50 passou a sofrer perseguições por parte dos conservadores liderados pelo senador McCarthy. Tem sido um crítico cáustico das posturas belicistas adotadas pelos dirigentes norte-americanos. Ao longo de toda a sua vida continuou a escrever livros e artigos para periódicos do mundo inteiro. Infelizmente, poucos dos seus livros estão disponíveis em Portugal.
Morreu no dia 31 de julho de 2012, com 86 anos, em Hollywood.

sábado, 29 de dezembro de 2012

CANDIDATURAS AO PROGRAMA "PÕE-TE EM CENA" ABREM EM JANEIRO


 
CANDIDATURAS AO PROGRAMA "PÕE-TE EM CENA" ABREM EM JANEIRO
 
As candidaturas ao “Põe-te em Cena” decorrerão durante o mês de Janeiro, altura em que se realiza a primeira de duas fases de candidaturas à Ação I do programa.


  O programa “Põe-te em Cena” desenvolve-se em três Ações que prestam três tipos de apoios diferenciados, sendo que a  Ação I consiste no apoio financeiro a projetos.

 Por sua vez, a Ação II  permite aos jovens ter  acesso  a bens e equipamentos culturais enquanto que a Ação III proporciona  apoio técnico a projetos no âmbito do audiovisual e multimédia.

O Programa  “Põe-te em Cena” é uma iniciativa do Governo dos Açores, através da Direção Regional da Juventude, que visa apoiar projetos desenvolvidos por jovens, por grupos informais de jovens, ou por entidades sem fins lucrativos, que desenvolvam atividades destinadas aos jovens em que estes participam na conceção e desempenham papéis chave, no sentido de desenvolver a sua capacidade de iniciativa, empreendedorismo e criatividade.


A 2ª fase de candidaturas ao mesmo campo de Ação do programa (Ação I) realizar-se-á durante o mês de Junho de 2013.


Mais informações e candidaturas disponíveis em:
http://poeteemcena.drj.azores.gov.pt/

Quem Paga o Estado Social em Portugal?

Quem Paga o Estado Social em Portugal?
Onde nos leva esta crise económica? O estado de bem-estar social europeu tem futuro? Dívida pública: dívida de todos ou negócio de alguns?
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 472
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722525138
 
 
 
 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Acordo Ortográfico no Brasil

Os críticos do Acordo Ortográfico ficaram alvoroçados com a notícia de que no Brasil ele seria adiado para 2016. Leram a notícia como quiserem mas não leram com atenção.
 
O governo brasileiro adiou, de facto, para 2016, o início da obrigatoriedade do uso do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, mas não a sua aplicação. No Brasil, o acordo foi ratificado em setembro de 2008 e as novas regras já estão em vigor, embora em caráter não obrigatório, desde 1 de janeiro de 2009. A adequação dos livros didáticos, por exemplo, começou igualmente em 2009, quando iniciou o período de transição. Os concursos públicos e as provas escolares deverão igualmente aplicar a nova ortografia. A comunicação social, salvo raras exceções, já está a utilizar as novas regras.
 
O que houve, portanto, foi um adiamento da obrigatoriedade das novas regras e não da sua aplicação. Por outras palavras, o período de adaptação foi ampliado.
 
O texto oficial é bem claro:
A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1 de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida.
 


 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Trabalho na União Europeia

A União Europeia está a recrutar profissionais de várias áreas e as candidaturas podem ser entregues até ao dia 22 de Janeiro.
As áreas principais são economia e estatística, auditoria, finanças e contabilidade, para trabalhar na elaboração e análise de dados estatísticos e relatórios financeiros.
É exigido o domínio de pelo menos uma língua estrangeira: inglês, francês ou alemão.

O serviço de ciência da Comissão Europeia,  Joint Research Centre, que funciona na Bélgica, Alemanha, Itália, Espanha e Holanda - procura assistentes de laboratório e técnicos para as áreas de química, biologia, ciências médicas, física, nuclear, engenharia mecânica, civil e electrotécnica. São exigidos pelo menos três anos de experiência.

Os funcionários das instituições da União Europeia são recrutados através de concursos públicos, publicados no Jornal Oficial da União Europeia (JOUE) e através dos órgãos de imprensa nacionais. Existem contratos para pessoal permanente, temporários (duração máxima de seis anos), e ainda recrutamento sazonal e possibilidade de estágios.

Mais informações sobre as diversas candidaturas e processos de seleção estão disponíveis na página do Serviço Europeu de Selecção do Pessoal (EPSO).

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Matemática e Cidadania

Sugestão de atividade pedagógica:


O professor de Matemática ensina o que são mil milhões e o professor de Cidadania ensina como todo um povo pode ser roubado em plena Democracia.

http://www.youtube.com/watch?v=VxSTveARf70&feature=player_embedded

Vamos todos ser sul-americanos

O Governo brasileiro anunciou hoje um aumento do salário mínimo que corresponde a um aumento de nove por cento en relação ao atual.

 O "reajuste", de cerca de 622 para 678 reais (perto de 247 euros), segue a variação real do crescimento da economia, relativa a 2011, acrescido da inflação, que se situa nos 6,1 por cento. O Governo brasileiro anunciou também, para os trabalhadores que têm participação em lucros e resultados de empresas, a isenção do imposto sobre o rendimento (imposto de renda), até aos seis mil reais (cerca de 2.185 euros).   A isenção diz respeito a esta parte do vencimento. 
E nós portugueses, o que é que temos com isso? Bom, como é possível verificar pelo gráfico abaixo, onde comparo a evolução do salário mínimo nos dois países - no caso português estou a considerar para 2013 um salário mínimo igual ao de 2012, não incorporando, portanto, o acréscimo fiscal qua chega dentro de poucos dias - não é difícil concluir que, ao manter-se a atual evolução, teremos em poucos anos um salário mínimo igual ou menor do que o dos brasileiros.

Bons tempos aqueles em que o nosso padrão de medida eram os espanhóis e os gregos e o nosso sonho alcançar a média europeia.

Não sei se isso nos vai tornar mais competitivos, mas mais pobres certamente, em termos absolutos e relativos.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Dia 25 cumpra o seu dever cívico


Contas de subtrair: vinculação extraordinária

A vinculação extraordinária de professores já pode ser utilizada nas aulas de Matemática para ensinar subtração às crianças:

Questão:
Se existem 30 mil professores a contrato há mais de 4 anos e mais de 10 mil professores há mais de 10 anos (cálculos da Associação Nacional de Professores Contratados) e o Ministério da Educação anunciou a abertura de 600 vagas, quantos professores vão ficar de fora?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Índice remuneratório dos formadores contratados

O Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho                                                            
 (http://www.educare.pt/educare/media/pdf/DecLei132_2012.pdf), regula os concursos para seleção e recrutamento do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, estabelece igualmente, no seu artigo 43.º, que aos docentes contratados é aplicada a tabela retributiva constante do anexo do referido diploma. Deste modo, o índice remuneratório é determinado apenas pela habilitação para a docência que os mesmos possuem (habilitações académicas e profissionais). Também estão abrangidos os técnicos especializados e formadores.
 
A tabela está disponível em...
 
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Livros escritos por quem não sabia escrever

Em 2011 a Rede Valorizar iniciou o projeto de Formação em Competências Básicas, destinado a adultos que não possuem o 4.º ano de escolaridade. Os dois livros abaixo foram criados pelos formandos de uma das turmas desse projeto e destinam-se...
a todos os meninos e meninas que, vez por outra, pensam em deixar de estudar. A sua reprodução e utilização é totalmente livre.

Menina estuda
http://www.redevalorizar.azores.gov.pt/redevalorizar/Portals/0/Documentacao/RV_Menina_Estuda.pdf

Menino estuda
http://www.redevalorizar.azores.gov.pt/redevalorizar/Portals/0/Documentacao/RV_Menino_Estuda.pdf

Concurso para professores e formadores

O IEFP prepara-se para abrir o concurso mais rápido de todos os tempos: exatos 3 dias, de 19 a 21 de dezembro.

Trata-se do "concurso para admissão de docentes/formadores para o desenvolvimento de formação nas componentes de formação de base, sociocultural e científica nas diferentes modalidades de formação, no quadro da respetiva rede de Centros de Emprego e Formação Profissional."

O concurso é desenvolvido através do Sistema Interativo de Gestão de Recursos Humanos da Educação – SIGRHE do Ministério da Educação e Ciência: https://sigrhe.dgae.mec.pt

Para mais informação pode consultar o portal do IEFP, I.P., através do link:

http://www.iefp.pt/CONCURSOS/Paginas/Concursos.aspx → contratação de docentes/formadores 2013-2015
 
 
BOA SORTE

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Sugestão de leitura



 
 

Sugestão de leitura

Djan ou a Alma

  • tradução António Pescada
  • páginas 184
  • ano 2012
  • edição 1.ª
  • preço 15,00 €
  • isbn 978-972-608-224-8
Quem eram os Djan? Fugitivos e órfãos de toda a parte. Pessoas que não conheciam Deus, que troçavam do mundo, criminosos. Um povo perdido que não tinha nada, além da alma. Só o coração no peito.
Tchagatáev, ao serviço do Partido, é incumbido de impedir a extinção da tribo Djan, que habita o delta do Amudária, na Ásia Central. Nascido no seio deste povo, Tchagatáev anseia por criar um futuro radiante e por ver despontar naquelas recônditas paragens a aurora do progresso. Porém, depara com seres desesperados, com a aridez da paisagem e das almas e com o silêncio das dunas, que inspira a mudez dos que as cruzam. É nestas regiões infernais, entre foragidos e rejeitados, que salvador e resgatados se confundem, e que Tchagatáev, na mais profunda solidão, ouvirá por fim a sua própria alma.


O autor:

Andrei Platónov

Andrei Platónov (1899-1951), autor até hoje inédito em Portugal, foi descoberto pelo Ocidente nas últimas décadas do século xx, um fenómeno que resultou na tradução dos seus vários livros em diversas línguas e na reescrita da história da literatura russa. Nascido na viragem do século, entre a Rússia citadina e rural, Platónov foi partidário da Revolução de 1917 e, embora poucos autores tenham escrito de forma mais cáustica e incisiva sobre as suas consequências catastróficas, manteve-se fiel ao sonho que a materializou. O uso idiossincrático da linguagem valeu-lhe a condenação pelo regime político, e a sua prosa foi comparada por alguns à de Joyce e de Kafka.

Sugestão de leitura

 

O Tchekista

  • tradução António Pescada
  • páginas 172
  • ano 2012
  • edição 1.ª
  • preço 14,00 €
  • isbn 978-972-608-227-9
Em 1987, um manuscrito perdido datado de 1923 era descoberto na Biblioteca Lenine, em Moscovo. Folheá-lo era assistir ao terror e à violência de um dos períodos mais sangrentos da história russa. Lembrando a obra Na Colónia Penal, de Kafka, O Tchekista é um dos primeiros testemunhos literários sobre a natureza do poder soviético e um relato atroz de uma máquina de terror oleada pelo sangue humano. No rescaldo da guerra civil, Srúbov, um agente da Tcheka, cumpre o seu ofício de carrasco na Sibéria. Em nome da revolução, participa nos atrozes procedimentos quotidianos, em cruéis interrogatórios e em execuções sumárias. Porém, a sua consciência impede-o de desempenhar o seu ofício e o matadouro sangrento em que se move assola-o eternamente. Texto de uma violência asfixiante e com um assombroso poder de evocação, O Tchekista considerada uma obra inconveniente por descrever de forma supremamente realista os crimes soviéticos. Foi publicada em 1989.

O autor:

Vladímir Zazúbrin

Escritor siberiano, Vladímir Zazúbrin (1895-1938) esteve desde cedo ligado à oposição ao regime czarista, dirigindo semanários políticos de província e difundindo panfletos políticos, a coberto de profissões burocráticas, um disfarce para actividades revolucionárias. Foi um dos mentores da União Siberiana de Escritores, tendo sido preso e fuzilado no auge da repressão estalinista.

A dengue na Madeira


Alberto João Jardim foi notícia recentemente, dessa vez por ter declarado que a febre da dengue que grassa na Madeira está a ser "instrumentalizada" para prejudicar a região. Não satisfeito, afirmou que os casos de dengue na Madeira são "uma realidade", mas é um problema que acontece também noutros países. "É caso para se mandar esta mensagem: se a Madeira aborrece tanta gente, porque é que não nos deixam livres?", questionou.

É certo que tentar argumentar com o Sr. Presidente do Governo Regional da Madeira é uma tarefa tão útil quanto tentar enxugar uma pedra de gelo, mas dado o teor das suas declarações, profundamente demagógicas, e como os professores madeirenses devem estar a ser bombardeados com perguntas pelos seus alunos, um pouco de informação não faz mal a ninguém.

A dengue é uma doença infeciosa febril provocada pelo mosquito Aedes aegypti, de origem africana e que pode ser atualmente encontrado em várias regiões do mundo, principalmente nas zonas de clima tropical.

O Dr. João Jardim, ao invés de tentar distrair a população com a mentira da tentativa de difamação da região, poderia ter aproveitado os ouvidos da comunicação social para explicar que a dengue não é uma fatalidade. O Rio de Janeiro, por exemplo, conhece a doença desde o período colonial, tendo sido trazida muito provavelmente pelos navios que transportavam escravos de África. Em 1903, o cientista Oswaldo Cruz, então Diretor Geral da Saúde Pública, implantou um programa de combate ao mosquito que alcançou o seu auge em 1909. Na década de 50 a doença foi considerada erradicada do país, apesar de alguns casos pontuais. Durante décadas o sistema de saúde e sanitário do Brasil entrou em profunda decadência, da qual ainda está a recuperar, o que explica que o país conviva com surtos de dengue desde os finais dos anos 80.

Ou seja, a dengue existe mas não é uma fatalidade, pode e deve ser combatida. O que está a ser vendido aos madeirenses é uma versão da doença como uma causa natural e que até existe em outros lugares do mundo. Na verdade ela é um sintoma de descaso com a saúde pública. Não surgiu na Madeira por acaso, surgiu porque o serviço público de saúde não está a fazer o que devia.

Para os professores que desejarem mais informações poderão consultar o seguinte site: http://www.combateadengue.com.br/.

Para o Dr. Alberto João fica o bom conselho de que em boca fechada não entra mosca, mosquito nesse caso.

Portugal indicators

http://thelearningcurve.pearson.com/country-profiles/portugal

 
 


domingo, 9 de dezembro de 2012

Sugestão de leitura


Será que ler um e-book é realmente ler?

Out of Touch

E-reading isn’t reading.

Uma fraude muito conveniente - as propinas no ensino superior

De leitura obrigatória:

http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2012/12/uma-fraude-conveniente.html

No mínimo polémico, muito polémico

Nobel da Literatura diz que há censura “em todos os países”


O escritor chinês Mo Yan, galardoado com o Nobel da Literatura 2012, disse esta quinta-feira em Estocolmo, onde recebe na segunda-feira o prémio, que existe censura em todos os países e não apenas na China.

Apesar de se afirmar contra a censura, Mo Yan referiu que "ela existe em todos os países do mundo. O que é diferente é o grau". "O importante é que o autor se sinta livre em si mesmo", afirmou, em conferência de imprensa.
O escritor não quis alargar-se em comentários sobre a libertação do compatriota Liu Xiabo, galardoado com o Nobel da Paz em 2010, a cumprir uma pena de 11 anos de prisão por incitamento à subversão.
"Já dei a minha opinião sobre o assunto", afirmou aos jornalistas questionado sobre o que disse em Outubro quando afirmou esperar que Liu seja libertado "logo que possível".
Mo Yan, de 57 anos, é o primeiro escritor chinês a receber o Nobel da Literatura, já que Gao Xingjian, um escritor de origem chinesa galardoado em 2000, tem nacionalidade francesa desde 1997.
 

A Democracia é antes de tudo um ato de coragem



A editora da Tinta-da-China, Bárbara Bulhosa, será constituída arguida no processo contra o jornalista angolano Rafael Marques, por ter publicado o seu livro «Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola», disse à Lusa fonte próxima do processo.

O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa notificou hoje a editora portuguesa de que deverá dirigir-se às suas instalações, a 24 de janeiro de 2013, "a fim de ser constituída e interrogada enquanto arguida", no processo instaurado em Portugal por vários generais angolanos ligados a empresas de extração mineira, contra Rafael Marques, "por calúnia e injúria".
O jornalista e ativista angolano acusa-os, no livro publicado em setembro de 2011, resultante de uma investigação iniciada em 2004, de torturar e matar trabalhadores da extração mineira na região diamantífera das Lundas, sobretudo nos municípios do Cuango e Xá-Muteba.
Na sequência das denúncias feitas no livro, Rafael Marques apresentou, a 14 de novembro do ano passado, em Luanda, uma queixa-crime contra esses generais, por "atos quotidianos de tortura e, com frequência, de homicídio" contra as populações dos municípios abrangidos pelas concessões mineiras.
A Procuradoria-Geral da República de Angola concluiu, no passado mês de junho, que a queixa-crime apresentada por Rafael Marques "não tem qualquer fundamento", decidindo-se pelo "indeferimento e arquivamento", e considerou que "alguns dos factos" denunciados por Rafael Marques "não foram comprovados", correspondendo a uma "construção teórica, sem qualquer suporte factual e jurídico-legal".
A queixa-crime do jornalista - cujo texto Rafael Marques enviou então por e-mail à Lusa -, identificava que a "centralidade" dos atos denunciados seria da responsabilidade da sociedade Lumanhe - Extração Mineira, Importação e Exportação, Lda., que integra o consórcio que forma a Sociedade Mineira do Cuango (SMC), no qual detém uma participação de 21 por cento.
Rafael Marques acusou de "crimes contra a humanidade" os generais Hélder Vieira Dias, mais conhecido como "Kopelipa", ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Carlos Vaal da Silva, inspetor-geral do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Armando Neto, governador de Benguela e ex-Chefe do Estado-Maior General das FAA, Adriano Makevela, chefe da Direção Principal de Preparação de Tropas e Ensino das FAA, João de Matos, ex-Chefe do Estado-Maior General das FAA, Luís Faceira, ex-chefe do Estado-Maior do Exército das FAA, António Faceira, ex-chefe da Divisão de Comandos, António dos Santos França "Ndalu", ex-Chefe do Estado Maior-General das FAA, e Paulo Lara.
Estes generais, acusou Rafael Marques, "têm usado o seu poder institucional para dar cobertura, por ação ou omissão, ao poder arbitrário que a Sociedade Mineira do Cuango exerce na região".
A queixa-crime de Rafael Marques estendia-se ainda a outra empresa, que detém uma participação de 38 por cento na SMC, a ITM-Mining Limited. Neste caso, entre os denunciados, havia também estrangeiros: os cinco gestores identificados como tendo "responsabilidade direta na instrução das medidas de segurança na área de concessão" são Renato Teixeira, Andrew John Smith, Sérgio Costa, Helen M. Forrest e Nadine H. Francis.
O ativista angolano inscrevia também na queixa-crime "a empresa privada de segurança Teleservice, contratada pela SMC para proteção da área de concessão", identificada como "executora direta dos atos de violência".
Por sua vez, em resposta às denúncias feitas no livro e na queixa-crime apresentada por Rafael Marques, os generais decidiram processá-lo a 09 de novembro deste ano, por "calúnia e injúria" em Portugal, país onde o livro foi publicado, e estendem agora as acusações à editora Bárbara Bulhosa.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=605352

Nasce uma nova editora

Nascida no Porto no passado mês de outubro, A Ilha é uma pequena editora que se propõe editar obras de autores de qualidade inegável, independentemente do seu reconhecimento público. O seu primeiro livro é a antologia de contos Mulheres de Armas: Doze histórias sobre o sexo fraco. Saiba mais sobre A Ilha em...

http://www.facebook.com/ailha.editora

sábado, 8 de dezembro de 2012

A educação não é a chave do sucesso económico


A educação não é a chave do sucesso económico

por Paul Krugman


A ideia de que a educação é a chave do sucesso económico é aceite por toda a gente; todos concordam que os empregos do futuro vão exigir um maior grau de qualificação. Foi por isso que, numa aparição pública na última sexta-feira com o antigo governador da Florida Jeb Bush, o presidente Barack Obama declarou que, "se quisermos melhores notícias na frente do emprego, temos de investir mais na educação".

Só que toda a gente está enganada.

No dia a seguir ao do evento Obama-Bush, o "The Times" publicou um artigo acerca do uso crescente de software em pesquisas de natureza jurídica. Acontece que os computadores podem analisar rapidamente milhares de documentos, desempenhando por um custo baixíssimo uma tarefa que antigamente exigia verdadeiros exércitos de advogados.

A investigação jurídica não é um exemplo isolado. Como o artigo indica, o software também está a substituir os engenheiros em tarefas como a concepção de novos chips. De uma maneira mais geral, a ideia de que a tecnologia moderna elimina apenas empregos pouco qualificados, de que as pessoas com formação académica sofisticada não têm nada com que se preocupar, pode dominar a imprensa popular mas é claramente anacrónica - várias décadas.

A realidade é que desde o início dos anos 90, mais ou menos, o mercado de trabalho dos Estados Unidos se tem caracterizado não por um aumento generalizado de competências, mas por um fenómeno diferente: tanto os empregos muito bem como muito mal pagos têm crescido imensamente, mas não os de remuneração média - aqueles com que contamos para alimentar uma classe média forte -, que têm ficado claramente para trás. E o fosso está a alargar-se: muitas das ocupações que cresceram de forma rápida nos anos 90 têm crescido de forma mais lenta nos últimos anos, ao mesmo tempo que o emprego mal pago e pouco qualificado tem aumentado.

Por que razão está isto a acontecer? A ideia de que a formação académica se está a tornar cada vez mais importante assenta na noção aparentemente razoável de que os avanços da tecnologia aumentam as oportunidades de emprego para aqueles que trabalham com informação - em sentido lato, que os computadores favorecem aqueles que trabalham com a mente, prejudicando os que fazem trabalho manual.

No entanto, há alguns anos, os economistas David Autor, Frank Levy e Richard Murnane defenderam que esta maneira de encarar o assunto está errada. Os computadores, dizem, são excelentes em tarefas de rotina, "de tipo cognitivo ou manual, que possam ser executadas seguindo regras explícitas". Assim, qualquer tarefa de rotina - uma categoria de que fazem parte muitos trabalhos não manuais - está na linha de fogo. Pelo contrário, qualquer trabalho que não possa ser executado seguindo regras explícitas - uma categoria que inclui muitos tipos de trabalho manual, de camionista a empregado da limpeza - vai tender a crescer com o progresso tecnológico.

E é aqui que bate o ponto. A maior parte do trabalho manual que ainda não desapareceu na economia norte-americana é do tipo que é difícil de automatizar. Numa altura em que a força de trabalho em linhas de montagem nos Estados Unidos está reduzida a 6% da população activa, já não há muitos empregos deste tipo que possam ser eliminados. No entanto, muitos trabalhos de pessoas com formação e relativamente bem pagos podem vir a ser informatizados em breve. Os robôs domésticos são engraçados, mas os empregados domésticos ainda estão longe de passar à história; a investigação jurídica computorizada e o diagnóstico médico com ajuda computacional também já existem.

E depois há a globalização. Em tempos só os operários tinham de se preocupar com a concorrência dos operários de outros países, mas a combinação entre informática e telecomunicações tornou possível transferir muitos trabalhos para outros países. A pesquisa dos meus colegas da Universidade de Princeton Alan Blinder e Alan Krueger sugere que os trabalhos altamente qualificados e muito bem pagos são, em certo sentido, mais facilmente deslocalizáveis que os menos qualificados e mais mal pagos. Se eles tiverem razão, o crescimento do comércio internacional de serviços vai afectar ainda mais o mercado de trabalho norte-americano.

De que maneira é que isto afecta a educação nos Estados Unidos?

É um facto que temos um problema com a educação. O mais preocupante são as desigualdades à partida - as crianças inteligentes de famílias pobres têm menos probabilidades de concluir a faculdade que crianças muito menos inteligentes de meios mais ricos. Isto não só é escandaloso como representa um desperdício imenso do potencial humano do país.

Mesmo assim, há coisas que a educação não tem capacidade de fazer. A ideia de que mandar mais jovens para a universidade poderia recuperar a nossa classe média é pura fantasia. Se hoje já não se pode dizer que um curso universitário assegura um bom emprego, a cada nova década isso vai sendo mais evidente.

Assim, se quisermos uma sociedade em que a prosperidade é amplamente partilhada, a educação não é a resposta - teremos de construir essa sociedade directamente, pelas nossas mãos. Temos de devolver à força de trabalho o poder negocial que ele perdeu ao longo dos últimos 30 anos, de maneira que tanto um vulgar operário como uma superestrela possam exigir bons salários. Temos de garantir os direitos essenciais a todos os cidadãos, em especial o direito à saúde.

O que não podemos é chegar onde queremos distribuindo mais formação universitária a torto e a direito. Podemos estar apenas a vender bilhetes para empregos que já não existem, ou então que não asseguram salários de classe média.

The New York Times

Governo e Educação: conjunção coordenativa adversativa

A professora de Português do aluno Passos Coelho deve estar a morrer de arrependimento por ter-lhe ensinado o que são as conjunções coordenativas adversativas. Em se tratando da Educação, ele usa e abusa do contudo, porém, todavia, ...

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que o Governo irá “explorar as margens” que disse que a “Constituição permite” para pagamentos pelos cidadãos na área da Educação.
No debate quinzenal, a deputada do PEV Heloísa Apolónia instou o primeiro-ministro a esclarecer as suas palavras na entrevista à TVI sobre a possibilidade de “repartir mais o sistema de financiamento na Educação entre os cidadãos e o Estado”.

Passos Coelho começou por dizer que se “limitou a fazer uma constatação”, a de que hoje, “apesar do ensino obrigatório ser gratuito”, já existe um “esforço muito considerável” feito pelas famílias e deu como exemplo a compra de material escolar “que não é coberto pela acção social escolar há muitos anos”.

Na opinião de Passos Coelho, “não há dúvida nenhuma” de que existe na Educação, incluindo no ensino secundário mas “sobretudo ao nível do ensino superior, aquilo a que se chama um cofinanciamento assumido pelas famílias que é diferente do que existe na Saúde”.

“Essa é a realidade. A Constituição dá-nos portanto uma margem diferente entre a saúde e a educação”, justificou.

“Posto isto nós iremos explorar estas margens. Com certeza”, disse.

O primeiro-ministro recusou avançar “onde é que vai cortar quatro mil milhões de euros”, após ser questionado pelo deputado do BE João Semedo, que considerou injusto que “cada euro que sai do bolso dos portugueses vá para o resgate dos bancos”.

Passos Coelho disse que o Governo ficou de apresentar “até fevereiros de 2013 um conjunto de medidas que totalizam quatro mil milhões de euros” e recusou pré-anunciar qualquer medida “até estar em condições de suscitar esse debate com clareza”.

http://www.publico.pt/politica/noticia/governo-ira-explorar-margens-para-cofinanciamentos-na-educacao-1576529?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoEducacao+%28Publico.pt+-+Educa%C3%A7%C3%A3o%29

Acordo ortográfico: não ata nem desata

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/11/30/governo-prepara-decreto-para-adiar-acordo-ortografico-para-2016/


Após pressão de estudiosos e de parlamentares, o governo federal decidiu elaborar um decreto para adiar para 2016 a implementação do novo acordo ortográfico no Brasil. De acordo com a assessoria do Ministério de Relações Exteriores, a pasta está preparando uma minuta de decreto que será apresentada à presidente Dilma Rousseff.
De acordo com o ministério, em uma reunião na quarta-feira com as pastas da Educação, Cultura e Casa Civil ficou definida a elaboração do decreto, mas quem dará a palavra final será a presidente. Na terça-feira, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, se reuniu com parlamentares e críticos do acordo ortográfico e prometeu que o governo trabalharia no adiamento da adesão.
De acordo com a assessoria do deputado Cyro Miranda (PSDB-GO), um dos críticos às mudanças na ortografia, a ministra confirmou que o decreto deve adiar a implementação do acordo para janeiro de 2016. O acordo foi assinado em setembro de 2008 e a previsão era de que entrasse em vigor de forma plena no Brasil em 1° de janeiro de 2013.
As mudanças nas regras da língua portuguesa foram elaboradas para uniformizar a grafia dos países que utilizam o idioma. Dos oito membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), apenas Angola não aderiu ao documento.
De acordo com os críticos ao acordo, nos quatro anos de preparação para que as regras entrassem em vigor, não houve planejamento para colocar em prática as mudanças. Professor de língua portuguesa, Eranani Pimentel chegou a lançar a campanha "Acordar Melhor" para coletar assinaturas contrárias à mudança. Pimentel defende a "simplificação" das regras.
Entre as mudanças propostas pelo acordo ortográfico, estão a inclusão das letras K, W e Y, a supressão do trema e novas regras para a utilização do hífen.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Feira do Livro




A já tradicional Feira do Livro da Tabacaria (que não funciona na Tabacaria, mas numa loja ao lado do Banco de Portugal) este ano está muito boa. Tem, por exemplo, vários livros da extinta Editora Quasi, a um preço ridículo: 3,50€. O preço não serve mais de desculpa para não ler.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

Ensinar Francês em tempos de crise

Tout va très bien, Madame la Marquise

 

Allô, allô James !
Quelles nouvelles ?
Absente depuis quinze jours,
Au bout du fil
Je vous appelle ;
Que trouverai-je à mon retour ?
Tout va très bien, Madame la Marquise,
Tout va très bien, tout va très bien.
Pourtant, il faut, il faut que l'on vous dise,
On déplore un tout petit rien :
Un incident, une bêtise,
La mort de votre jument grise,
Mais, à part ça, Madame la Marquise
Tout va très bien, tout va très bien.
Allô, allô James !
Quelles nouvelles ?
Ma jument gris' morte aujourd'hui !
Expliquez-moi
Valet fidèle,
Comment cela s'est-il produit ,

Cela n'est rien, Madame la Marquise,
Cela n'est rien, tout va très bien.
Pourtant il faut, il faut que l'on vous dise,
On déplore un tout petit rien :
Elle a péri
Dans l'incendie
Qui détruisit vos écuries.
Mais, à part ça, Madame la Marquise
Tout va très bien, tout va très bien.

Allô, allô James !
Quelles nouvelles ?
Mes écuries ont donc brûlé ?
Expliquez-moi
Valet modèle,
Comment cela s'est-il passé ?

Cela n'est rien, Madame la Marquise,
Cela n'est rien, tout va très bien.
Pourtant il faut, il faut que l'on vous dise,
On déplore un tout petit rien :
Si l'écurie brûla, Madame,
C'est qu'le château était en flammes.
Mais, à part ça, Madame la Marquise
Tout va très bien, tout va très bien.

Allô, allô James !
Quelles nouvelles ?
Notre château est donc détruit !
Expliquez-moi
Car je chancelle
Comment cela s'est-il produit ?

Eh bien ! Voila, Madame la Marquise,
Apprenant qu'il était ruiné,
A pein' fut-il rev'nu de sa surprise
Que M'sieur l'Marquis s'est suicidé,
Et c'est en ramassant la pell'
Qu'il renversa tout's les chandelles,
Mettant le feu à tout l'château
Qui s'consuma de bas en haut ;
Le vent soufflant sur l'incendie,
Le propagea sur l'écurie,

Et c'est ainsi qu'en un moment
On vit périr votre jument !
Mais, à part ça, Madame la Marquise,
Tout va très bien, tout va très bien.

10 milhões de portugueses perceberam mal, afinal nos enganamos

  Passos nega ter dito que ensino secundário poderia ser pago

"Nunca fiz qualquer referência a essa matéria e posso mesmo dizer que isso nem tem qualquer sentido", disse Passos Coelho, em Cabo Verde, onde está em visita oficial.



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/passos-nega-ter-dito-que-ensino-secundario-poderia-ser-pago=f770998#ixzz2Dut4Fk00

Rácio de alunos por professor

No Diário de Notícias de hoje. Nem é preciso comentar.
 
 

Uma professora, 19 turmas, 350 alunos

No Expresso dessa semana...
 
 
 

Brevemente nas livrarias




sábado, 1 de dezembro de 2012

Agora qual será a desculpa?


Para quem reclamava da rigidez das leis laborais em Portugal, agora qual será a desculpa?

O número de precários e de desempregados em Portugal "ultrapassou a metade de toda a força de trabalho", atingindo 2,9 milhões, alertou hoje, em Lisboa, a Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis (ACP-PI).
Os dados foram apresentados pela direção da ACP-PI numa conferência de imprensa, em frente aos Armazéns do Chiado, realizada para assinalar o primeiro Dia Europeu de Ação Contra a Precariedade e a Injustiça Social.
Membros da direção da associação falaram aos jornalistas e também realizaram várias ações de sensibilização em lojas do Chiado, onde entregaram panfletos baseados nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em declarações à agência Lusa, João Camargo, da ACP-PI, sublinhou que as estatísticas do emprego apontavam, no final do segundo trimestre de 2012, para uma situação inédita: "Pela primeira vez os precários e os desempregados ultrapassaram metade de toda a força de trabalho no país".
A ACP-PI foi criada há seis meses, após cinco anos de existência como movimento de defesa dos trabalhadores em situação precária, prestando apoio jurídico e fazendo denúncias públicas de violações de direitos laborais.
João Camargo sublinhou que o período que antecede a época de Natal "é o da exploração máxima dos trabalhadores no retalho: contratam-se pessoas por algumas semanas ou um mês, obrigadas a fazer horas extraordinárias não pagas, sem pausas para as refeições".
A associação verificou as estatísticas do emprego do INE nos últimos seis anos, e em particular desde a intervenção da ´troika’ em Portugal - em maio de 2011 - concluindo que surgiram, desde essa data, mais 316 mil desempregados no país.
João Camargo acrescentou que também aumentou em 33 mil o número de trabalhadores em part-time, e perderam-se 90 mil empregos de trabalhadores contratados a prazo.
"Os trabalhadores devem denunciar as ilegalidades e chantagens a que são sujeitos, e para quebrarem o isolamento que tantas vezes sentem", apelou o dirigente da ACP-PI.
A entidade considera ainda que "o atual regime de austeridade permanente propõe para todos a precariedade, combinando a diminuição de direitos no trabalho com cortes abruptos no salário direto e indireto".

http://www.ionline.pt/portugal/precarios-desempregados-ja-sao-maioria-da-forca-trabalho-portugal

Latim nas escolas açorianas

 


O Secretário da Educação dos Açores declarou no Parlamento Regional a sua intenção de ampliar o ensino do Latim e do Grego nas escolas da região e a reação foi zero. Podia ter dito Aramaico ou Egípcio. Houve apenas um deputado a dizer que não havia professores em número suficiente e mais nada. Sobre o benefício da proposta nem uma palavra, foi tratada como se de um tema irrelevante.

Seria bom que tivessem chovido as críticas de costume – língua morta, sem importância, ensino elitista, currículo já cheio – para que pelo menos pudéssemos iniciar um debate.

 Eu, durante toda a minha vida profissional, estive ligado à formação profissional, o que poderia colocar-me entre aqueles que consideram que o Inglês é muito mais útil, ou, como diz a piada, os otimistas estão a estudar Alemão e os pessimistas Mandarim. Mas, contra todas as estatísticas, faço parte do grupo dos que consideram que estudar Latim é bastante útil.

 Essa “língua morta” garante não só um melhor conhecimento da gramática e da sintaxe, como também aprimora as capacidades de leitura, interpretação e vocabulário. E a sua aplicação não se restringe apenas ao Português, mas igualmente às ciências exatas. Afinal de contas, não é preciso ser neurolinguística para saber que uma compreensão aprofundada da sintaxe repercute na capacidade de raciocínio.

 Para os que buscam uma utilidade imediata, sempre é bom lembrar que o Mandarim pode ser muito importante (nos anos 70 e 80 diziam que era o Japonês), mas o Latim é o pilar, a raiz, de um amplo grupo de línguas europeias. Pergunte a um professor de Alemão o quanto ajuda ter bases de Latim.

 Ainda com dúvidas? Bom, esse texto irá muito provavelmente parar ao Facebook, cujo criador, Mark Zuckerberg, não só fala Latim, a ponto de declamar versos da Eneida nas suas conferências, como considera que o mesmo é muito útil na forma como estrutura o seu raciocínio.

Para os que quiserem examinar melhor a questão, recomendo o seguinte texto:

 http://www.jstor.org/discover/10.2307/20299547?uid=3738880&uid=2129&uid=2&uid=70&uid=4&sid=21101387185063

Quando disserem que não há alternativa...

Quando disserem que não há alternativa, é sempre bom lembrar que trata-se de uma mentira.



O Brasil foi o país que melhor utilizou o crescimento econômico alcançado nos últimos cinco anos para elevar o padrão de vida e o bem-estar da população. Se o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu a um ritmo médio anual de 5,1% entre 2006 e 2011, os ganhos sociais obtidos no período são equivalentes aos de um país que tivesse registrado expansão anual de 13% da economia.

Mais em: http://ponto.outraspalavras.net/2012/11/30/disparada-bem-estar-brasil/?utm_source=facebook.com&utm_medium=fbshare.me-facebook-post&utm_campaign=&utm_content=fbshare-js-large&awesm=fbshare.me_a8tL

Filosofia para crianças


Quem escreve um conto...


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Prémio Literário Nacional Dias de Melo


Accelerate IT workshop


 

 
 
 
 
Objectivos do Workshop
 
Num momento em que as organizações procuram implementar arquitecturas que ajudem o negócio, a Novabase convida-o a conhecer as soluções EMC e Cisco, parte integrante da visão tecnológica da Novabase.
 
Venha conhecer as tendências em termos de armazenamento, protecção de informação assim como as novas soluções de processamento. Acelere a sua organização, através de tecnologias mais eficazes e simples de gerir.
 
Tópicos
v  Armazenamento unificado de dados
v  Protecção e recuperação de informação
v  Desduplicação
v  Processamento em blades
v  Redes convergentes
 
 
Data e Local
Dia 4 de Dezembro de 2012
Universidade dos Açores –  Ponta Delgada
Aula Magna - Anfiteatro Sul
 
Inscrições
O workshop é gratuito.
Os lugares são limitados e sujeitos a inscrição.
 
Para confirmar a sua presença clique aqui.
 
Contactos
Telefone: 296 650 260
 
Agenda
 
09:00
Registo e Welcome Coffee

09:30
Universidade dos Açores
Sessão de abertura
 
09:40
Novabase
“Next Generation Data Center Design: r.ethink, r.engineer, r.evenue”

10:00
EMC
“Backup and Recovery Solutions”
“Armazenamento Unificado”
 
11:00
Coffee-break
 
11:20
CISCO
“Os benefícios únicos das soluções de Datacenter Cisco”
 
12:00
Mesa de debate

12:30
Encerramento
 
 
 
 
 
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