terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Sugestão de leitura

Djan ou a Alma

  • tradução António Pescada
  • páginas 184
  • ano 2012
  • edição 1.ª
  • preço 15,00 €
  • isbn 978-972-608-224-8
Quem eram os Djan? Fugitivos e órfãos de toda a parte. Pessoas que não conheciam Deus, que troçavam do mundo, criminosos. Um povo perdido que não tinha nada, além da alma. Só o coração no peito.
Tchagatáev, ao serviço do Partido, é incumbido de impedir a extinção da tribo Djan, que habita o delta do Amudária, na Ásia Central. Nascido no seio deste povo, Tchagatáev anseia por criar um futuro radiante e por ver despontar naquelas recônditas paragens a aurora do progresso. Porém, depara com seres desesperados, com a aridez da paisagem e das almas e com o silêncio das dunas, que inspira a mudez dos que as cruzam. É nestas regiões infernais, entre foragidos e rejeitados, que salvador e resgatados se confundem, e que Tchagatáev, na mais profunda solidão, ouvirá por fim a sua própria alma.


O autor:

Andrei Platónov

Andrei Platónov (1899-1951), autor até hoje inédito em Portugal, foi descoberto pelo Ocidente nas últimas décadas do século xx, um fenómeno que resultou na tradução dos seus vários livros em diversas línguas e na reescrita da história da literatura russa. Nascido na viragem do século, entre a Rússia citadina e rural, Platónov foi partidário da Revolução de 1917 e, embora poucos autores tenham escrito de forma mais cáustica e incisiva sobre as suas consequências catastróficas, manteve-se fiel ao sonho que a materializou. O uso idiossincrático da linguagem valeu-lhe a condenação pelo regime político, e a sua prosa foi comparada por alguns à de Joyce e de Kafka.

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