Nobel da Literatura diz que há censura “em todos os países”
O escritor chinês Mo Yan, galardoado com o Nobel da Literatura 2012, disse esta quinta-feira em Estocolmo, onde recebe na segunda-feira o prémio, que existe censura em todos os países e não apenas na China.
Apesar de se afirmar contra a censura, Mo Yan referiu que "ela existe em todos os países do mundo. O que é diferente é o grau". "O importante é que o autor se sinta livre em si mesmo", afirmou, em conferência de imprensa.
O escritor não quis alargar-se em comentários sobre a libertação do compatriota Liu Xiabo, galardoado com o Nobel da Paz em 2010, a cumprir uma pena de 11 anos de prisão por incitamento à subversão.
"Já dei a minha opinião sobre o assunto", afirmou aos jornalistas questionado sobre o que disse em Outubro quando afirmou esperar que Liu seja libertado "logo que possível".
Mo Yan, de 57 anos, é o primeiro escritor chinês a receber o Nobel da Literatura, já que Gao Xingjian, um escritor de origem chinesa galardoado em 2000, tem nacionalidade francesa desde 1997.
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