O Tchekista
- tradução António Pescada
- páginas 172
- ano 2012
- edição 1.ª
- preço 14,00 €
- isbn 978-972-608-227-9
Em 1987, um manuscrito perdido datado de 1923 era descoberto na Biblioteca Lenine, em Moscovo. Folheá-lo era assistir ao terror e à violência de um dos períodos mais sangrentos da história russa. Lembrando a obra Na Colónia Penal, de Kafka, O Tchekista é um dos primeiros testemunhos literários sobre a natureza do poder soviético e um relato atroz de uma máquina de terror oleada pelo sangue humano. No rescaldo da guerra civil, Srúbov, um agente da Tcheka, cumpre o seu ofício de carrasco na Sibéria. Em nome da revolução, participa nos atrozes procedimentos quotidianos, em cruéis interrogatórios e em execuções sumárias. Porém, a sua consciência impede-o de desempenhar o seu ofício e o matadouro sangrento em que se move assola-o eternamente. Texto de uma violência asfixiante e com um assombroso poder de evocação, O Tchekista considerada uma obra inconveniente por descrever de forma supremamente realista os crimes soviéticos. Foi publicada em 1989.
O autor:
Vladímir Zazúbrin
Escritor siberiano, Vladímir Zazúbrin (1895-1938) esteve desde cedo ligado à oposição ao regime czarista, dirigindo semanários políticos de província e difundindo panfletos políticos, a coberto de profissões burocráticas, um disfarce para actividades revolucionárias. Foi um dos mentores da União Siberiana de Escritores, tendo sido preso e fuzilado no auge da repressão estalinista.

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