sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Prémio Literário Nacional Dias de Melo


Accelerate IT workshop


 

 
 
 
 
Objectivos do Workshop
 
Num momento em que as organizações procuram implementar arquitecturas que ajudem o negócio, a Novabase convida-o a conhecer as soluções EMC e Cisco, parte integrante da visão tecnológica da Novabase.
 
Venha conhecer as tendências em termos de armazenamento, protecção de informação assim como as novas soluções de processamento. Acelere a sua organização, através de tecnologias mais eficazes e simples de gerir.
 
Tópicos
v  Armazenamento unificado de dados
v  Protecção e recuperação de informação
v  Desduplicação
v  Processamento em blades
v  Redes convergentes
 
 
Data e Local
Dia 4 de Dezembro de 2012
Universidade dos Açores –  Ponta Delgada
Aula Magna - Anfiteatro Sul
 
Inscrições
O workshop é gratuito.
Os lugares são limitados e sujeitos a inscrição.
 
Para confirmar a sua presença clique aqui.
 
Contactos
Telefone: 296 650 260
 
Agenda
 
09:00
Registo e Welcome Coffee

09:30
Universidade dos Açores
Sessão de abertura
 
09:40
Novabase
“Next Generation Data Center Design: r.ethink, r.engineer, r.evenue”

10:00
EMC
“Backup and Recovery Solutions”
“Armazenamento Unificado”
 
11:00
Coffee-break
 
11:20
CISCO
“Os benefícios únicos das soluções de Datacenter Cisco”
 
12:00
Mesa de debate

12:30
Encerramento
 
 
 
 
 
Media Partners
 

 



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Vem aí o ensino obrigatório pago

É costume dizer que para bom entendedor meia palavra basta. O Primeiro Ministro resolveu precaver-se e, na entrevista de ontem, utilizou as palavras todas e foi bastante claro. Para Passos, a Constituição não trava mudanças no financiamento do sistema educativo, que pode, assim, passar a ser semi-público, com a introdução de co-pagamentos nos níveis de ensino que hoje são “gratuitos”.
 
Eu posso optar por não pagar o IMI ou o Imposto Sobre Circulação, basta não comprar casa ou automóvel. Mas como posso fugir a algo que é obrigatório.
 
O pagamento, que na verdade é mais um imposto, mais uma redução salarial, num país onde as taxas de escolaridade e de natalidade são tão baixas, é só a ponta de um debate muito maior. Se o estado garante-nos cada vez menos, porque raios havemos de pagar cada vez mais? Portugal está a transformar-se numa Dinibão: imposto dinamarquês e serviço público do Gabão.
 
É sempre bom estudar um pouco História para perceber que não foram poucas as vezes em que os regimes entraram em crise e ruíram justamente porque não conseguiam prover às suas populações os serviços que elas deles esperavam. Quando a Saúde e a Educação caírem nos mínimos dos mínimos, haverá sempre alguém a gritar que a nossa Democracia é muito cara para tão pouco proveito, e isso não é nada bom.



V E R G O N H A

São quase 13 mil os alunos sinalizados com carências alimentares

O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, revelou que subiu para perto de 13 mil o número de alunos sinalizados pelo programa de reforço alimentar nas escolas.

Segundo os dados divulgados, o número de alunos sinalizados pelo Programa Escolar de Reforço Alimentar (PERA) é de 12.709, sendo 6.046 apoiados no âmbito do PERA nacional, 3.840 pelo artigo 24, que permite às escolas utilizar os lucros do bares e papelarias para o efeito, e 564 através de outras iniciativas das escolas.

"Temos um apoio efectivo a cerca de 10.500 alunos nos pequenos-almoços. Os restantes sinalizados, cerca de 2.200, têm um tempo de espera, que é cada vez mais pequeno, mas estão acautelados", disse o secretário de Estado durante a apresentação do programa, na escola Mendonça Furtado, no Barreiro.

João Casanova de Almeida explicou que o projecto é destinado a todos os escalões e que está garantido o anonimato dos alunos, justificando o aumento dos números em relação ao anteriormente anunciado com a inexistência de um período fixo para a sinalização dos casos.

O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar explicou que este é um programa que é feito com donativos das empresas parceiras no projecto, não tendo qualquer custo para o Estado.

"Quando os alunos são sinalizados por carências alimentares ao nível do pequeno-almoço, é articulado com o Ministério Solidariedade e Segurança Social para perceber se os agregados familiares precisam ou não de ser apoiados", precisou ainda.


http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=87146

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

EscreVIVER (n)os Açores

O EscreVIVER (n)os Açores está a desenvolver a iniciativa "Na ponta dos dedos: a escrever é que a gente se entende".

Trata-se de apoiar os jovens escritores quer na escrita dos seus romances, quer na revisão final antes de enviar o trabalho para a editora.

Para mais informações enviar mail para escreviveracores@hotmail.com

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Avaliação


Com a crise ficou mais fácil ensinar História

Com a crise explicar certos momentos da História à minha filha tornou-se uma tarefa muito mais fácil. Vejam lá, por exemplo, o texto de um livro didático sobre a queda da Monarquia em 1910:

"Entre 1890 e 1892, a Europa viveu uma crise económico-financeira, que também se refletiu em Portugal. Os sinais desta crise foram: a falência de bancos e de empresas; o aumento da dívida pública; a desvalorização da moeda e consequente inflação. Tudo isto acabou por conduzir a um aumento dos impostos, facto que agravou as condições de vida da população, sobretudo das classes médias e do operariado. Em paralelo, também aumentou o desemprego. O descontentamento social manifestou-se na organização de manifestações e greves."

O Censo 2011 e a Educação de Adultos em Portugal

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou os resultados definitivos do Censos 2011. Alguns dados interessantes:

Na taxa de analfabetismo, de 2001 para 2011 registou-se um recuo de 9% para 5,2%. No entanto, ainda existe uma diferença considerável entre o número de homens e mulheres analfabetos, sendo a taxa mais alta nas mulheres (6,8%) do que nos homens (3,8%). Ainda há também grandes assimetrias em termos regionais, sendo as taxas de analfabetismo mais baixas no litoral que no interior.

A zona de Lisboa, Açores e Norte são as regiões com menor taxa de analfabetismo e, apenas o Alentejo (com um registo de 9,57%) supera a média nacional de 9%. A região autónoma dos Açores foi a que, na década analisada, registou um maior recuo na taxa de analfabetismo, com um decréscimo dos 12,71% em 2001 para os 5,23% em 2011.
Um dado a registar é que em 2011 ainda há 934129 indivíduos com 15 ou mais anos sem qualquer nível de escolaridade, o que corresponde a cerca de 10% da população desse grupo etário. Em 2001 este indicador representava 18%.
Em 2011, a proporção da população com 15 ou mais anos que completou o 9.º ano atinge pela primeira vez a fasquia dos 50%.

A proporção de jovens entre os 18-24 anos que já abandonou o sistema de ensino e que apenas possui o 9.ºano de escolaridade é de cerca de 22%.

Em 2011, a proporção da população, entre os 30-34 anos com formação superior, representa cerca de 29%. Este indicador era, em 2001, da ordem dos 14%.

http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=ine_censos_publicacao_det&contexto=pu&PUBLICACOESpub_boui=73212469&PUBLICACOESmodo=2&selTab=tab1&pcensos=61969554

O empresário que paga para os seus trabalhadores lerem

Empresário brasileiro paga 14º salário a colaboradores que lerem um livro por mês

Em entrevista ao Administradores.com, o empresário Francis Maris Cruz, presidente do Grupo Cometa, conta os detalhes de sua gestão diferenciada voltada à educação - que conta ainda com MBA dentro da própria empresa e até biblioteca em cada uma de suas lojas


http://www.administradores.com.br/informe-se/entrevistas/negocios-economia/empresario-brasileiro-paga-14-salario-a-colaboradores-que-lerem-um-livro-por-mes/103/

Se não existisse professor


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sugestão de leitura



Ricardo Arroja rasga o espartilho das explicações oficiais e teorias da conspiração e dá ao leitor uma visão histórica, actual e politicamente incorrecta sobre as causas da crise e os verdadeiros desafios do momento presente.
O economista não pede licença e escreve sobre o que se passa de facto em Portugal. Do desemprego ao desinvestimento. Da dívida ao pagamento. Dos líderes da nossa história à União Europeia. De Portugal país atlântico a Portugal país continental. Da educação à segurança social. Da descentralização à centralização. Da responsabilização à promiscuidade. E aponta caminhos para o futuro.
Em vez da falácia e distorção habituais, Ricardo Arroja propõe transparência e rigor de argumentação. Saiba qual é o verdadeiro estado da nação.
O Prefácio é de Vítor Bento.

Avaliação

Esqueça a história de usar provas e trabalhos só para classificar a turma. Avaliar, hoje, é recorrer a diversos instrumentos para fazer a garotada compreender os conteúdos previstos


Durante muito tempo, a avaliação foi usada como instrumento para classificar e rotular os alunos entre os bons, os que dão trabalho e os que não têm jeito. A prova bimestral, por exemplo, servia como uma ameaça à turma. Felizmente, esse modelo ficou ultrapassado e, atualmente, a avaliação é vista como uma das mais importantes ferramentas à disposição dos professores para alcançar o principal objetivo da escola: fazer todos os estudantes avançarem. Ou seja, o importante hoje é encontrar caminhos para medir a qualidade do aprendizado da garotada e oferecer alternativas para uma evolução mais segura.

Mas como não sofrer com esse aspecto tão importante do dia-a-dia? Antes de mais nada, é preciso ter em mente que não há certo ou errado, porém elementos que melhor se adaptam a cada situação didática. Observar, aplicar provas, solicitar redações e anotar o desempenho dos alunos durante um seminário são apenas alguns dos jeitos de avaliar (veja uma tabela com os instrumentos mais comuns, reunidos pela pedagoga Ilza Martins Sant'Anna e a consultora Heloisa Cerri Ramos). E todos podem ser usados em sala de aula, conforme a intenção do trabalho. Os especialistas, aliás, dizem que o ideal é mesclá-los, adaptando-os não apenas aos objetivos do educador mas também às necessidades de cada turma.

"A avaliação deve ser encarada como reorientação para uma aprendizagem melhor e para a melhoria do sistema de ensino", resume Mere Abramowicz, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Daí a importância de pensar e planejar muito antes de propor um debate ou um trabalho em grupo. É por isso que, no limite, você pode adotar, por sua conta, modelos próprios de avaliar os estudantes, como explica Mere. "Felizmente, existem educadores que conseguem colocar em prática suas propostas, às vezes até transgredindo uma sistemática tradicional. Em qualquer processo de avaliação da aprendizagem, há um foco no individual e no coletivo.

Mas é preciso levar em consideração que os dois protagonistas são o professor e o aluno - o primeiro tem de identificar exatamente o que quer e o segundo, se colocar como parceiro." É por isso, diz ela, que a negociação adquire importância ainda maior. Em outras palavras, discutir os critérios de avaliação de forma coletiva sempre ajuda a obter resultados melhores para todos. "Cabe ao professor listar os conteúdos realmente importantes, informá-los aos alunos e evitar mudanças sem necessidade", completa Léa Depresbiteris, especialista em Tecnologia Educacional e Psicologia Escolar.

Cipriano Carlos Luckesi, professor de pós-graduação em Educação da Universidade Federal da Bahia, lembra que a boa avaliação envolve três passos:
  • Saber o nível atual de desempenho do aluno (etapa também conhecida como diagnóstico);
  • Comparar essa informação com aquilo que é necessário ensinar no processo educativo (qualificação);
  • Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados (planejar atividades, sequências didáticas ou projetos de ensino, com os respectivos instrumentos avaliativos para cada etapa).
"Seja pontual ou contínua, a avaliação só faz sentido quando leva ao desenvolvimento do educando", afirma Luckesi. Ou seja, só se deve avaliar aquilo que foi ensinado. Não adianta exigir que um grupo não orientado sobre a apresentação de seminários se saia bem nesse modelo. E é inviável exigir que a garotada realize uma pesquisa (na biblioteca ou na internet) se você não mostrar como fazer. Da mesma forma, ao escolher o circo como tema, é preciso encontrar formas eficazes de abordá-lo se não houver trupes na cidade e as crianças nunca tiverem visto um espetáculo circense.

Mere destaca ainda que a avaliação sempre esteve relacionada com o poder, na medida em que oferece ao professor a possibilidade de controlar a turma. "No modelo tecnicista, que privilegia a atribuição de notas e a classificação dos estudantes, ela é ameaçadora, uma arma. Vira instrumento de poder e dominação, capaz de despertar o medo." O fato, segundo ela, é que muitos educadores viveram esse tipo de experiência ao frequentar a escola e, por isso, alguns têm dificuldade para agir de outra forma.

Para Mere, essa marca negativa da avaliação vem sendo modificada à medida que melhora a formação docente e o professor passa a ver mais sentido em novos modelos. Só assim o fracasso dos jovens deixa de ser encarado como uma deficiência e se torna um desafio para quem não aceita deixar ninguém para trás.

COMO APRESENTAR OS RESULTADOS

Observar, anotar, replanejar, envolver todos os alunos nas atividades de classe, fazer uma avaliação precisa e abrangente. E agora, o que fazer com os resultados? Segundo os especialistas, a avaliação interessa a quatro públicos:

  • ao aluno, que tem o direito de conhecer o próprio processo de aprendizagem para se empenhar na superação das necessidades;
  • aos pais, corresponsáveis pela Educação dos filhos e por parte significativa dos estímulos que eles recebem;
  • ao professor, que precisa constantemente avaliar a própria prática de sala de aula;
  • à equipe docente, que deve garantir continuidade e coerência no percurso escolar de todos os estudantes.

Cipriano Luckesi diz que, "enquanto é avaliado, o educando expõe sua capacidade de raciocinar". Essa é a razão pela qual todas as atividades avaliadas devem ser devolvidas aos autores com os respectivos comentários. Cuidado, porém, com o uso da caneta vermelha. Especialistas argumentam que ela pode constranger a garotada. Da mesma forma, encher o trabalho de anotações pode significar desrespeito. Tente ser discreto. Faça as considerações à parte ou use lápis, ok?

http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/avaliacao/avaliacao-aprendizagem-427861.shtml?utm_source=redesabril_fvc&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_novaescola&

Imperdível: O século XX de Tony Judt

Último livro de Tony Judt, um historiador brilhante e um indómito intelectual público, Pensar o Século XX reúne numa narrativa de grande fôlego a história intelectual contraditória de uma época. A natureza excepcional desta obra é evidente na sua própria estrutura - uma série de conversas íntimas entre Judt e o seu amigo e colega, o historiador Timothy Snyder, baseada em textos da época e realçada pela intensidade da sua visão. Nunca a eloquência e erudição de Tony Judt foram tão evidentes. Atravessando com desenvoltura as complexidades da vida moderna, ele e Snyder reavivam as ideias e os seus pensadores, conduzindo-nos pelos debates que moldaram o nosso mundo. Através desta evocação de ideias esquecidas e do escrutínio das tendências em voga, é a forma de um século que se dá a ver. Judt e Snyder envolvem-nos profundamente na sua análise, fazendo-nos sentir parte da conversa. Ganhamos consciência das obrigações do presente para com o passado, e da força da perspectiva histórica e das considerações morais na crítica e reforma da sociedade, então como agora. Ao restaurar e exemplificar verdadeiramente o melhor da vida intelectual no século XX, Pensar o Século XX abre vias para uma vida moral no nosso século. Este é um livro sobre o passado, mas é também a defesa do futuro por que devemos lutar: Pensar o Século XX é sobre a vida da mente, e sobre a vida consciente.

A Grande Fome de Mao


A Dom Quixote lançou há dias A Grande Fome de Mao, um livro do historiador Frank Dikötter, que com nesta obra analisa aquela que é considerada a maior catástrofe de sempre na China, ocorrida entre 1958 e 1962.
Dikötter, depois de aceder a arquivos inéditos (mais de mil documentos), concluiu que a política do Grande Salto, com a qual Mao Tzé-Tung pretendia alcançar e ultrapassar a Grã-Bretanha em menos de quinze anos, provocou a morte de 45 milhões de chineses e não dos entre 15 milhões a 32 milhões até agora referidos nos compêndios de História.
Segundo o estudo, o líder chinês privatizou, colectivizou e amontoou os camponeses em comunas gigantes, tendo a população rural sido privada do seu trabalho, casas, terras, bens e outros meios de subsistência. As novas provas apresentadas neste livro demonstrarão que a coerção, o terror e a violência sistemática foram a base deste período histórico.
Na nota enviada à imprensa pela Dom Quixote, a investigação revela, pela primeira vez, «o que aconteceu nos corredores do poder maíosta» e narra «as experiências quotidianas das pessoas comuns sujeitas a esta catástrofe». Indica também que este estudo permite deduzir que cerca de 2,5 milhões de pessoas foram torturadas até à morte ou sumariamente assassinadas.

domingo, 25 de novembro de 2012

sábado, 24 de novembro de 2012

Apesar da barbárie, Malala vive


A estudante de 15 anos Malala Yousufzai, conhecida no Paquistão por defender o apoio ao ensino feminino e baleada na cabeça por esse motivo, voltou a andar, falar e ler. O pai da estudante informou que ela está a recuperar bem.


Malala, que era considerada uma ameaça pelos grupos fundamentalistas por defender a educação das mulheres, foi alvo de um atentado quando saía de sua escola, no Vale do Swat, região Norte do Paquistão. A estudante levou dois tiros, um no pescoço e outro na cabeça, e precisou ser operada para a retirada de uma bala alojada no seu crânio.

A jovem foi levada para o Reino Unido, onde foi submetida a cirurgias para a retirada das balas, e ficou internada no hospital Queen Elizabeth, na cidade de Birmingham, para onde soldados britânicos feridos em conflito costumam ser levados. Malala, que ainda está em tratamento, já apresenta um “progresso satisfatório” na opinião dos médicos. A autoria do ataque foi confirmada pelo Talibã.

Malala ganhou notoriedade há três anos, quando começou a escrever um blog para a BBC sob o pseudônimo de Gul Makai. Na página ela relatava o quotidiano de uma estudante paquistanesa em meio à repressão dos Talibãs, que ordenaram o encerramento das escolas para meninas no Vale do Swat. Depois de ter sua identidade revelada, a menina foi alvo do fanatismo religioso.

 Além de Malala, outras duas alunas foram atingidas pelos disparos, mas não correram risco de vida.

Mais dinheiro para a Educação...no Brasil

O petróleo tem de ser nosso

Destinar 100% dos royalties do petróleo à Educação é uma medida importante para que o país dê o tão necessário salto de qualidade. O governo ainda pode agir a fim de que isso aconteça.

O mês de novembro foi conturbado para o mundo da Educação. De um lado, o Projeto de Lei que cria o Plano Nacional de Educação (8035/10) entrou em discussão no Senado, com a meta de direcionar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação nos próximos dez anos. O texto deve ser votado em 2013. De outro, a primeira iniciativa efetiva para chegar a esse percentual foi deixada de lado: o Projeto de Lei 2.565/11, aprovado pelo Senado, não determinou que os royalties do petróleo sejam destinados à área.

A decisão, é claro, desagradou às organizações que defendem o direito à Educação. De nada adianta debater o futuro do PNE se não se pensar em caminhos efetivos para cumpri-lo. E sem a vinculação desse capital para a área, será muito difícil e consideravelmente mais demorado alcançar as 20 metas propostas.

Embora muitos argumentem que não há a necessidade de mais dinheiro para a Educação, apenas de uma melhor administração dos valores atuais, é evidente que o combo (boa gestão + ampliação da verba) é o ideal para o país dar o salto necessário. O Brasil já demonstrou que consegue segurar as pontas durante uma crise financeira internacional, mas para que ele se fortaleça econômica e culturalmente, é fundamental investir na qualificação da população. A própria presidente Dilma Rousseff declarou que defende a destinação dos royalties ao setor por considerá-lo o mais importante para o crescimento do país.

Oferecer formação inicial e continuada adequada aos professores, alfabetizar milhares de crianças que chegam anualmente à escola - e aquelas que já deveriam saber ler e escrever, mas ficaram para trás -, pagar salários dignos aos educadores, manter planos de carreira atrativos e melhorar as condições físicas das instituições de ensino demanda um caixa bastante generoso, difícil de alcançar sem que se carimbe recursos para isso.

A vinculação não deve ser vista como uma forma de engessar o orçamento e tirar a autonomia de estados e municípios. Cada rede continua livre para dividir o montante de acordo com as necessidades de suas escolas. A medida é uma forma eficaz de colocar em prática um esforço do país em ampliar o investimento na área.

O dinheiro dos royalties não é a única alternativa para alcançar os 10% do PIB, mas seria uma ajuda considerável. Sem ele, outras formas de financiamento terão de ser pleiteadas com mais ênfase, mas elas não são tão agradáveis à maioria da população. O aumento ou a criação de impostos seria uma opção para elevar a arrecadação, mas o povo ficaria ainda mais sobrecarregado - seria como cobrir um santo, descobrindo o outro. Outra sugestão seria taxar as grandes riquezas do Brasil, assim, aquele que pode, pagaria mais - medida que não seria muito bem acolhida por parte da sociedade. Há também que se pensar em alternativas para diminuir os gastos em outras áreas governamentais, o que sempre gera polêmica.
O projeto de lei dos royalties foi aprovado pelo Senado e a decisão final está nas mãos da presidência. Há a possibilidade de um veto total ou parcial, o que pode fazer com que o texto volte ao Congresso e tenha de tramitar novamente, ou de aprovação. A presidente pode também editar uma Medida Provisória (MP), determinando o percentual dos recursos que será destinado para Educação.

Espera-se que a atitude mais breve e responsável seja tomada para que o PNE não se torne uma mera carta de intenções, como aconteceu com a última edição do Plano. É preciso que a tramitação seja concluída e a que rede pública de ensino possa receber valorização e financiamento adequados.

http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/petroleo-tem-ser-nosso-722522.shtml?utm_source=redesabril_fvc&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_novaescola&

http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/aprovacao-10-pib-690955.shtml

Mandarim

How Much Chinese Can You Learn in the U.S.?

Read more: http://www.newyorker.com/online/blogs/evanosnos/2010/06/can-you-really-learn-chinese-if-youre-not-in-china.html#ixzz2D8kuNvXZ

Thousands of American public schools have stopped teaching foreign languages over the last decade, but, when it comes to Chinese, schools are heading in the other direction. Between 1997 and 2008, in American middle and high schools that offer at least one foreign language, the proportion of them teaching Chinese rose to four per cent, from one per cent. That number struck me not as startlingly high, but as frustratingly low—especially if you’re a kid in the ninety-six per cent of those schools where Chinese is unavailable. Still, there are some worthwhile digital solutions to the problem. No matter where I am, I’m a devoted user of Wenlin dictionary-and-flashcard software, the Pleco dictionary for the iPhone, and ChinesePod, a popular series of short lessons.
But none of those are meant to replicate the experience of facing a live teacher. Corinne Dillon, a twenty-five-year-old native of Ridgewood, New Jersey, who studied Mandarin as an undergrad at Harvard, is trying to fill that gap. She is among a generation of young foreign entrepreneurs turning up in China, and her idea is to use the Web to link Chinese teachers with students abroad. I asked her about her business, which she calls Discover Mandarin.
Where did the idea originate? Any models out there for using V.O.I.P. in language study or other unusual uses that helped shape your concept?
Discover Mandarin comes from my own experience trying—and initially failing—to learn Mandarin. I studied Mandarin in high school and college, and moved to Beijing after I graduated to continue my language study. When I arrived, I was so self-conscious about my Chinese speaking ability that the first time I met a very good Chinese friend of my husband Alex, I made Alex cover his ears while I chatted with his friend because I didn’t want him to hear how “poor” my Mandarin was.
Speaking a foreign language is about confidence, and confidence comes from opportunities to practice in a one-on-one environment with qualified, native speakers who identify and correct your mistakes. Once I found a group of teachers with whom I felt comfortable and who worked with me to develop a curriculum that incorporated fun, real-world materials like movies and blogs, both my speaking ability and confidence really took off. These same fantastic teachers from whom I learned fluent Chinese are my Discover Mandarin teaching team.
Unlike our competitors, we don’t use V.O.I.P. technology—the audio quality doesn’t meet our high standards. Instead, both student and teacher use their landline phone for the audio portion to ensure a crisp, crystal-clear connection, and Cisco’s Webex technology on their computers for all our visuals (TV clips, newspaper articles, cartoons.)
What do you think is the biggest mistake that students of Chinese tend to make when they are starting out?
There’s a common misconception that Mandarin is “impossible” to learn. I am one of thousands of Chinese-speaking Americans who disprove that claim. What is true, however, is that the methodology one uses to learn Mandarin is critically important. Sitting silently with a textbook, copying vocabulary words and characters over and over again does very little good. Even regular conversations with native-speakers who are not professional language instructors will only take you so far. I only really began to learn Mandarin when I dedicated myself to private sessions with teachers who repeatedly corrected my mistakes and made me speak in full sentences, never single words.
For other opinions on how (and whether) to learn Chinese:




Read more: http://www.newyorker.com/online/blogs/evanosnos/2010/06/can-you-really-learn-chinese-if-youre-not-in-china.html#ixzz2D8knWuRS

Sugestão de Natal

O Book Gift é um novo conceito que permite a oferta de um livro deixando a escolha do título ao critério de quem o recebe, mediante uma seleção que ascende aos 400 títulos e reflete o catálogo de todas as chancelas do Grupo Porto Editora. O Book Gift encontra-se disponível em quatro versões, «Corações Livres», «Mentes Curiosas», «Segredos da Alma» e «Seleção Autores», e pode ser adquirido num conjunto de livrarias e lojas selecionadas. Para ser melhor bastava que o nome da promoção viesse em bom Português.

Mais informações em...

http://www.bookgift.pt/

Uma sugestão de atividade



Para celebrar os 60 anos da primeira edição de Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, a editora Simon & Schuster lançou um concurso para selecionar a capa da reedição da obra.

Mais informações em...

http://litreactor.com/news/simon-schuster-wants-you-to-design-fahrenheit-451s-next-jacket-cover

Sugestão de leitura

Os Cães de Tessalónica



Não é que seja impróprio para cardíacos ou que tenha luzes a piscar que o tornem inacessível para epilépticos. Mas alguns livros deviam vir com recomendações de segurança, e Os Cães de Tessalónica é um desses casos que pode representar perigos vários para os leitores. Em particular aos que já tenham pensado em divórcio mais do que uma vez, que estejam à beira da ruptura com algum irmão ou que apresentem sintomas gerais de falência de fé no sistema familiar.

Em casas que têm sempre um alpendre, que têm quase sempre uma horta ou jardim, onde nunca se questiona a presença permanente de garrafas de vinho, esta sucessão de histórias independentes movimenta-se como uma massa, como uma daquelas matilhas de cães vadios à qual se vão juntando novos elementos à medida que avançam imperturbáveis pela rua. Os casais, com horta ou sem horta a simbolizar uma ideia de estabilidade que facilmente se pisa ou arranca, estão no centro.
E, com todos eles, uma estranha sensação de terror silencioso, um simples toque no pescoço transformando em perigo iminente, um jogo de rotinas enquanto castigo incontornável, a intimidade como ferida e a solidão um oásis celebrado em curtos desabafos ou em fugas para pontos distantes do jardim. E nenhuma possibilidade de redenção na beleza dos fiordes ao fundo, no copo de vinho partilhado ou nas memórias de um passado doce que serve tantas vezes de exército de salvação em literatura. Aqui, até já as memórias secaram, como os cães de Tessalónica que estão no título. E o divórcio, que parece nunca surgir, é a mais piedosa nota de rodapé mental que o leitor pode acrescentar.
Talvez pela herança incestuosa que Eduarda e Carlos da Maia imprimiram ao de leve em todos os seus conterrâneos, as relações fraternas desta matilha de histórias são ainda mais penosas. Ou talvez porque não se inventou ainda a possibilidade de separação entre irmãos, mesmo que estivesse só no horizonte possível. E quando até essa possibilidade de afecto biológico nos é negada, é como se o círculo se fechasse em definitivo. A terminar num sádico “Lugar Maravilhoso” (o nome do último conto), a matilha encosta-nos a uma parede e avança uniforme com os dentes arreganhados. E não vale a pena gritar. A rua está deserta.

Catarina Homem Marques
http://timeout.sapo.pt/artigo.aspx?id=1719

Sugestão de leitura



Edmund De Wall
A Lebre de Olhos de Âmbar
Sextante
Tradução de Maria Lúcia Lima
Não temos como saber se os livros que hoje elevamos à categoria de obras imprescindíveis manterão esse estatuto daqui a, digamos, cem anos (na verdade, nem daqui a três dias, mas essa é uma outra história). É possível, no entanto, fazer o exercício de os escrutinar, descobrindo neles a herança que se ambiciona viva nesse futuro mais ou menos longínquo, uma espécie de memória assegurada que inclua tudo aquilo que não parece aceitável perder-se. A Lebre de Olhos de Âmbar tem nessa herança um papel fundamental, não só pelo seu modo particular de percorrer a história do último século e meio, mas sobretudo por saber fazê-lo sem as tentações de retrato perfeito a que tantas sagas familiares e romanescas cedem.
Os netsuke, pequenos bonecos japoneses que Charles Ephrussi compra para a sua colecção no século XIX e que hão-de atravessar os anos até ao presente, são o fio condutor de uma narrativa que anda por Paris, Viena, Odessa ou Tóquio, reconstituindo a vida de uma família judaica à medida que se enfrenta com as pequenas decisões quotidianas e com os grandes abalos da história (da queda do Império Austro-Húngaro à ascensão da infâmia nazi). Delicada como os netsuke, atenta ao quotidiano e aos detalhes sem com isso abandonar o contexto, a prosa de De Waal é racional mas também esplendorosa, confirmando a cada passo que a memória não é a mais delicada das matérias literárias pelo seu potencial de rememorar o passado, mas antes pela parte de leão que garante na construção de um futuro.
Sara Figueiredo Costa
http://cadeiraovoltaire.wordpress.com/2012/11/23/a-lebre-de-olhos-de-ambar/

Dia Nacional da Cultura Científica


Blimunda n.º 6 – 90 Anos de José Saramago

A edição de novembro da revista digital da Fundação José Saramago é dedicada à celebração dos 90 anos do escritor. Com uma nova imagem gráfica, os conteúdos desta edição são dedicados quase em exclusivo a José Saramago, entre textos e ilustrações de homenagem ao escritor. A revista encontra-se disponível para descarregamento:

 http://90anos.josesaramago.org/2012/11/19/blimunda-de-novembro-celebra-90-anos-de-saramago/

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Biblioteca virtual reúne mais de 6 milhões de documentos


http://archive.org/

Um biblioteca online, gigantesca e acessível. Os números do Internet Archive justificam esses adjetivos. Fundado em 1996 pelo norte-americano Brewster Kahle, o portal reúne mais de 6 milhões de documentos em texto, áudio e vídeo.
Em crescimento constante, o arquivo online acaba de lançar um novo serviço: o TVNews, um sítio que reúne todos os programas jornalísticos das principais emissoras de TV dos EUA, exibidos nos últimos três anos. Grátis e com sistema de busca avançada, o endereço virtual já contabiliza mais de 350 mil arquivos.
Com possibilidade de pesquisa a partir de períodos de tempo, palavras-chave e também por redes específicas, o serviço disponibiliza, por exemplo, todos os programas que anunciaram a morte de Osama Bin Laden.
 
Outros conteúdos oferecidos pelo portal que possui uma depósito físico com mais de 40 mil livros, em São Franciscos, EUA:
Vídeos raros - Com mais de 900 mil registos em vídeo, a página possui desde comerciais antigos, até material integrante de coleções de grandes universidades. Entre os inúmeros destaques está um demonstrativo do computador “Lisa”, da Apple, realizado em 1985, pertencente ao acervo da Universidade Stanford.
Livros clássicos - São cerca de 3,6 milhões de arquivos disponíveis. São inúmeros os autores americanos com obras disponíveis quase por completo para download.
Wayback Machine – Já são mais de 150 milhões de registos no site de maior sucesso do portal. Ele é composto por imagens capturadas por robôs que monitoram e fotografam todas as páginas da web de 1996 em diante. Como o próprio nome indica, o site faz uma viagem no tempo.
Documentos históricos – A página reúne documentos diversos. Há desde censos da população no inicio do século XX, por exemplo, até a carta de Pedro Álvares Cabral enviada ao rei de Portugal.
Música ao vivo - Um catálogo com inúmeras raridades, como o show do Grateful Dead no Madison Square Garden, em 1979.

3.000 livros para download

A Universidade de São Paulo tem um sítio que disponibiliza 3.000 livros para download. Ao entrar no www.brasiliana.usp.br o internauta encontra livros raros, documentos históricos, manuscritos e imagens que são parte do acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, doada à universidade.
Há planos de aumentar o catálogo para 25 mil títulos e incluir primeiras edições de Machado de Assis e de Hans Staden.

Obrigado Professor


Um bom professor, um bom começo


Ministério da Educação condenado...76 vezes


Sugestões de leitura



Dia Nacional do(a) Formador(a): 18 de Novembro

O Forma-te pretende criar, simbolicamente, o Dia Nacional do(a) Formador(a). Nesse sentido, irá fazer essa proposta às entidades oficiais com responsabilidade no setor da formação, bem como, a todos os operadores privados e associações que estão diretamente ligados à formação em Portugal. De acordo com o Decreto Regulamentar nº 66/1994, DR nº 267 de 18 de Novembro, que regulamenta pela primeira vez o exercício da atividade de formador, no domínio da formação profissional inserida no mercado de emprego, " constatando-se que a qualidade da formação deverá ser alicerçada na consolidação e dignificação do formador" o Forma-te estabelece o dia 18 de Novembro como o Dia Nacional do(a) Formador(a).

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Literacia de adultos


Literacy and adult education

Adult learning is a vital component of EU education policies. It provides a means of up-skilling or reskilling those affected by unemployment, restructuring and career transitions. Since illiteracy and low literacy have proved to be major barriers to the labour market, basic literacy skills have become a key focus of adult education policies and programmes, as outlined in the European Agenda on Adult Learning. Under the strategic objective "promoting equity, social cohesion and active citizenship through adult learning", the Agenda prioritises providing adults with a second-chance route to learning and life opportunities, with immediate focus on improving literacy and numeracy skills, developing digital literacy and other forms of literacy needed to participate in modern society. .
Conscious of the fact that low skilled adults participate less in lifelong learning – 3.9% at ISCED level 0-2 compared with 16-1% at ISCED level 5-6 – EU policy is concentrating on boosting the basic skills, including the literacy levels of this group. The work being undertaken during 2012-14 by the National Coordinatorspdf(124 KB) Choose translations of the previous link in implementing the European Agenda for Adult Learning specifically targets awareness raising and increasing participation of low skilled adults in learning and developing their basic skills, including literacy as a "foundation" for acquiring the Key Competences for Lifelong Learning, in the period 2012-14. To overcome the dearth of data on the extent of adult literacy in the EU, the Commission is offering Member States financial support to encourage their participation in the OECD Programme for the International Assessment of Adult Competences (PIAAC).

A contribuição açoriana: http://www.redevalorizar.azores.gov.pt/redevalorizar/Portals/0/Documentacao/Manual.pdf

EU HIGH LEVEL GROUP OF EXPERTS ON LITERACY

http://ec.europa.eu/education/literacy/what-eu/high-level-group/documents/literacy-report.pdf