A estudante de 15 anos Malala
Yousufzai, conhecida no Paquistão por defender o apoio ao ensino feminino e
baleada na cabeça por esse motivo, voltou a andar, falar e ler. O pai da
estudante informou que ela está a recuperar bem.
Malala, que era considerada uma
ameaça pelos grupos fundamentalistas por defender a educação das mulheres, foi
alvo de um atentado quando saía de sua escola, no Vale do Swat, região Norte do
Paquistão. A estudante levou dois tiros, um no pescoço e outro na cabeça, e
precisou ser operada para a retirada de uma bala alojada no seu crânio.
A jovem foi levada para o Reino
Unido, onde foi submetida a cirurgias para a retirada das balas, e ficou
internada no hospital Queen Elizabeth, na cidade de Birmingham, para onde
soldados britânicos feridos em conflito costumam ser levados. Malala, que ainda
está em tratamento, já apresenta um “progresso satisfatório” na opinião dos
médicos. A autoria do ataque foi confirmada pelo Talibã.
Malala ganhou notoriedade há três
anos, quando começou a escrever um blog para a BBC sob o pseudônimo de Gul
Makai. Na página ela relatava o quotidiano de uma estudante paquistanesa em
meio à repressão dos Talibãs, que ordenaram o encerramento das escolas para
meninas no Vale do Swat. Depois de ter sua identidade revelada, a menina foi
alvo do fanatismo religioso.
Além de Malala, outras duas alunas foram
atingidas pelos disparos, mas não correram risco de vida.

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