sábado, 24 de novembro de 2012

Apesar da barbárie, Malala vive


A estudante de 15 anos Malala Yousufzai, conhecida no Paquistão por defender o apoio ao ensino feminino e baleada na cabeça por esse motivo, voltou a andar, falar e ler. O pai da estudante informou que ela está a recuperar bem.


Malala, que era considerada uma ameaça pelos grupos fundamentalistas por defender a educação das mulheres, foi alvo de um atentado quando saía de sua escola, no Vale do Swat, região Norte do Paquistão. A estudante levou dois tiros, um no pescoço e outro na cabeça, e precisou ser operada para a retirada de uma bala alojada no seu crânio.

A jovem foi levada para o Reino Unido, onde foi submetida a cirurgias para a retirada das balas, e ficou internada no hospital Queen Elizabeth, na cidade de Birmingham, para onde soldados britânicos feridos em conflito costumam ser levados. Malala, que ainda está em tratamento, já apresenta um “progresso satisfatório” na opinião dos médicos. A autoria do ataque foi confirmada pelo Talibã.

Malala ganhou notoriedade há três anos, quando começou a escrever um blog para a BBC sob o pseudônimo de Gul Makai. Na página ela relatava o quotidiano de uma estudante paquistanesa em meio à repressão dos Talibãs, que ordenaram o encerramento das escolas para meninas no Vale do Swat. Depois de ter sua identidade revelada, a menina foi alvo do fanatismo religioso.

 Além de Malala, outras duas alunas foram atingidas pelos disparos, mas não correram risco de vida.

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