Nuno Crato saiu do debate "sem voz e sem energia", como disse aos jornalistas que o interpelaram à saída do hemiciclo, onde a sua equipa e os deputados da Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública esgrimiram argumentos.
O ministro recusou responder à pergunta sobre a dimensão real dos cortes para o setor em 2013. "Não queremos uma escola mais pobre", disse Nuno Crato no encerramento do debate, acusando a oposição de fazer "declarações políticas sem sustentação" ao acusá-lo de empobrecer o sistema educativo e de querer destruir a escola pública.
Criticado também por defender o ensino profissional e por querer "importar" o modelo alemão, numa alusão ao memorando que assinou com o governo da Alemanha para troca de experiências sobre o ensino dual, Nuno Crato reeditou argumentos usados em outros debates, acusando a esquerda de "preconceito". Nuno Crato afirmou que ao apostar no ensino profissional se pretende "dar a todos as melhores oportunidades à medida das suas necessidades".
O socialista Acácio Pinto afirmou que ficou claro que "a Educação não é uma prioridade" deste Governo e que Nuno Crato "aceitou a encomenda do primeiro-ministro para triturar a escola pública". "O senhor sabe para onde vai? Pois vá! Nós não o seguimos", disse o deputado do PS, reiterando que há um "guião" que o Governo está a cumprir "meticulosamente".
Pelo PCP, Miguel Tiago afirmou que a política educativa do Governo não faz da escola um fator para combater as assimetrias, antes as "reproduz e agrava".
A deputada Ana Drago, do Bloco de Esquerda previu que terão que ser feitas alterações a este Orçamento do Estado, citando os cortes aplicados ao financiamento das universidades como medidas que "colocam em causa o futuro do país".
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2012/11/08/nuno-crato-diz-que-quer-mais-escola-com-menos-dinheiro-mas-nao-disse-quanto
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