sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cortes no ensino superior

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, afirmou hoje que o corte no financiamento do ensino superior em 2013 vai ficar "umas décimas" acima dos 3,2 por cento acordados em julho, mas escusou-se a precisar o valor.
"São mais umas décimas [acima dos 3,2 por cento]", afirmou, acrescentando: "Não queria precisar ainda o valor".
Segundo Nuno Crato, serão "reafetadas" algumas verbas do Ministério da Educação e outras do Ministério das Finanças, para "suprir em grande parte as dificuldades acrescidas que as universidades tiveram pelo facto de a sua contribuição para a Caixa Geral de Aposentações ter subido e de a reposição do subsídio não ter sido completa".
Sem as compensações agora anunciadas, os cortes nas universidades e institutos politécnicos aproximava-se dos 10%. O ministro disse ainda que vai ser feito um esforço de "racionalização" da rede do ensino superior, nomeadamente para evitar a duplicação da oferta.
"Não faz sentido ter um curso num determinado local com dez estudantes e a dez quilómetros ter outro curso também com outros 10", afirmou, sublinhando que o país está a viver "momentos difíceis" e que aquela duplicação da oferta "não é pedagogicamente  aconselhável".
Nos próximos meses, vão ser feitos os "estudos necessários, consórcios e ajustamentos" para que "a oferta seja mais racional já no próximo ano letivo". Nuno Crato falava em Famalicão, onde participou num colóquio internacional sobre os 150 anos da obra de Camilo Castelo Branco "Amor de Perdição".


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