segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A Grande Fome de Mao


A Dom Quixote lançou há dias A Grande Fome de Mao, um livro do historiador Frank Dikötter, que com nesta obra analisa aquela que é considerada a maior catástrofe de sempre na China, ocorrida entre 1958 e 1962.
Dikötter, depois de aceder a arquivos inéditos (mais de mil documentos), concluiu que a política do Grande Salto, com a qual Mao Tzé-Tung pretendia alcançar e ultrapassar a Grã-Bretanha em menos de quinze anos, provocou a morte de 45 milhões de chineses e não dos entre 15 milhões a 32 milhões até agora referidos nos compêndios de História.
Segundo o estudo, o líder chinês privatizou, colectivizou e amontoou os camponeses em comunas gigantes, tendo a população rural sido privada do seu trabalho, casas, terras, bens e outros meios de subsistência. As novas provas apresentadas neste livro demonstrarão que a coerção, o terror e a violência sistemática foram a base deste período histórico.
Na nota enviada à imprensa pela Dom Quixote, a investigação revela, pela primeira vez, «o que aconteceu nos corredores do poder maíosta» e narra «as experiências quotidianas das pessoas comuns sujeitas a esta catástrofe». Indica também que este estudo permite deduzir que cerca de 2,5 milhões de pessoas foram torturadas até à morte ou sumariamente assassinadas.

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