Os críticos do Acordo Ortográfico ficaram alvoroçados com a notícia de que no Brasil ele seria adiado para 2016. Leram a notícia como quiserem mas não leram com atenção.
O governo brasileiro adiou, de facto, para 2016, o início da obrigatoriedade do uso
do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, mas não a sua aplicação. No Brasil, o acordo foi ratificado em setembro de 2008 e as novas regras já
estão em vigor, embora em caráter não obrigatório, desde 1 de janeiro de 2009. A adequação dos livros didáticos, por exemplo, começou igualmente em 2009, quando iniciou o período de transição. Os concursos públicos e as provas escolares deverão igualmente aplicar a nova
ortografia. A comunicação social, salvo raras exceções, já está a utilizar as novas regras.
O que houve, portanto, foi um adiamento da obrigatoriedade das novas regras e não da sua aplicação. Por outras palavras, o período de adaptação foi ampliado.
O texto oficial é bem claro:
A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1 de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida.
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