quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

ENSINO SUPERIOR - UM OLHAR EXTERIOR

Education and Training Monitor 2012 - http://ec.europa.eu/education/news/rethinking/sw373_en.pdf
 
A Comissão Europeia divulgou o estudo Education and Training Monitor 2012 e algumas das conclusões são importantes para pensarmos o futuro do país.
 
Em primeiro lugar, a meta europeia para 2020 é ter 40% dos jovens entre os 30 e os 34 anos com qualificação superior. Metade dos Estados membros já a atingiu há dois atrás. E Portugal? Bom, estamos nos 26,1%. Ao contrário do déficit, esta não será uma regra de ouro a ser inscrita na nossa Constituição. Ou seja, ou as coisas mudam muito...ou há um milagre...ou não chegaremos lá.
 
Aliás, o relatório é muito claro ao referir que, excetuando Portugal e a Roménia, todos os países europeus mantiveram ou aumentaram o investimento na educação superior, com ou sem recessão.
 
Os benefícios públicos de uma mulher ou de um homem ter um grau de ensino superior são duas a três vezes superiores aos custos públicos co
 
Mas vale a pena tanto esforço quando temos tantos licenciados desempregados? Segundo o relatório vale, pelos seguintes motivos:
 
- De acordo com o relatório, gastar dinheiro em formação superior é um bom investimento: no caso dos homens, os benefícios públicos são, em média, três vezes superiores aos custos públicos e, no caso das mulheres, são, em média, o dobro do custo associado.

- Na próxima década, a procura de profissionais com elevados níveis de formação vai aumentar, ao contrário dos profissionais com menos qualificações.
 
 - A UE estima que, em 2020, os empregos com qualificação superior passem a representar 35% do mercado de trabalho, enquanto os empregos com qualificação média representarão metade das ofertas do mercado de trabalho e os empregos com baixa qualificação vão reduzir de 20 para 15%.

- É entre os detentores de grau académico que continuam a existir as mais elevadas taxas de empregabilidade.
Os técnicos da Comissão Europeia sublinham que o investimento em educação é a chave para o crescimento da Europa, recomendando aos estados membros a realização de reformas que aumentem a performance e eficiência dos sistemas de ensino.

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