Apesar de manterem o vínculo ao Ministério da Educação,
apenas 27 docentes dos quadros com horário zero concorreram ao concurso do IEFP
para recrutamento de formadores. O IEFP colocou a concurso cerca de 1000 vagas para formação e o reduzido número de candidatos surpreendeu. Parte das vagas destinava-se a docentes dos quadros com horário zero e outra a formadores sem vínculo.
Os docentes dos quadros com horário zero que vierem a ser recrutados pelo IEFP manterão o vínculo ao MEC e exercerão as suas funções no IEFP em regime de requisição.
É verdade que a oferta do IEFP pode ser pouco atrativa em alguns aspetos - disciplinas diferentes para lecionar, maior número de turmas, trabalho em mais do que um local com custos de combustível não suportados pelo entidade, ...- mas é igualmente verdade que a tutela terá agora à sua disposição o argumento, face aos horários zero que se vislumbram no horizonte, de que até ofereceu alternativas mas elas não foram aproveitadas.
É duro, mas a verdade é que a alternativa a concurso como o do IEFP seja uma mobilidade especial com regras draconianas. O Orçamento de 2013
não deixa ninguém de fora dessa eventualidade.
Aliás e não querendo entrar em teorias da conspiração, concursos apressados e pouco claros como o do IEFP parecem servir mesmo para isso: colocar os professores frente a factos consumados em que as alternativas são ambas ruins.
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