sábado, 27 de abril de 2013

META 4 - TODOS OS ALUNOS COM NÍVEL DE APRENDIZAGEM ADEQUADO AO NÍVEL DE ENSINO FREQUENTADO

OBJETIVO

Até 2020, 80% ou mais dos alunos terão aprendido o que é essencial para o seu grau de ensino.

O CENÁRIO

Estar a frequentar o nível escolar correspondente à sua idade só faz sentido se houver um correspondente nível de aprendizagem.

Para combater o insucesso escolar a política seguida em todo o país utiliza aquilo que podemos designar de estratégia de degradação e desgaste.

Na parte da degradação, o que temos é uma alternativa pedagógica que, ao invés de lutar para que a aprendizagem se concretize, prefere baixar o nível de exigência ao mínimo dos mínimos. Ou seja, a real aquisição de conhecimentos e competências é substituída por metas progressivamente revistas, sempre para baixo, escondidas em nomes como currículos alternativos ou currículos individualizados. É como se o sistema de ensino desistisse de ensinar uma determinada criança e assumisse que ela não tem capacidade de aprender. O resultado são guetos, de onde os alunos que têm o infortúnio de lá cair nunca mais saem. Não saem e não aprendem.

Somada a essa degradação das expetativas de ensino, o sistema educativo, ao invés de promover medidas que permitam de facto o apoio aos alunos com dificuldades, aplica uma verdadeira política de desgaste, aumentando a carga burocrática dos professores.

Se neste último aspeto é forçoso reconhecer que nos Açores têm sido dados passos decisivos para diminuir a burocracia a cargo dos docentes, falta o segundo passo, justamente o mais importante: menos relatório mas mais ensino.

Um currículo padrão, com objetivos bem definidos a serem atingidos ao longo de um determinado ciclo escolar, é essencial para que todos os alunos estejam expostos a um repertório comum de conhecimento.

PROPOSTAS

1) Extinguir os programas escolares baseados em currículos reduzidos.

2) Estabelecer, para cada ciclo educativo/formativo, a padronização dos currículos, a serem cumpridos por todos os alunos.

3) Apoiar as instituições de ensino/formação no desenvolvimento e aplicação de alternativas pedagógicas adaptadas às suas reais necessidades.

4) Participar nos instrumentos de avaliação nacionais e internacionais (PISA) que permitam medir a qualidade das aprendizagens.

5) Estabelecer, para cada estabelecimento de ensino, metas a serem alcançadas nesses momentos de avaliação.

6) Tornar públicos os resultados obtidos, confrontá-los com as metas estabelecidas e, se necessário, gerar um amplo debate sobre as disparidades registadas.

7) Estabelecer com a Universidade dos Açores um protocolo que permita ter um quadro do real nível de aprendizagem dos alunos açorianos.

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