No passado mês de fevereiro o
Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação publicou o
seu relatório sobre os testes intermédios de 2012, onde os Açores, juntamente
com a Madeira e o Sul do país, registam os piores resultados.
Duas coisas chamam aqui a
atenção:
Em primeiro lugar, porque só
agora o GAVE concluiu e publicou o relatório? Os intermédios decorreram no 1.º
semestre de 2012, é preciso esperar o ano de 2013 para compilar e organizar um
conjunto de dados estatísticos? Em segundo lugar, o mau desempenho dos estudantes açorianos do 3.º ciclo e do secundário praticamente não gerou discussão. Foi notícia de primeira página nos jornais e pouco mais. Da Secretaria da Educação nem uma palavra. No Parlamento não foi tema de debate. Dos sindicatos nem um pio. As escolas onde estes resultados foram produzidos olharam para o lado e fingiram não ver.
Já agora, seria interessante um estudo que mostrasse, de entre os jovens que obtiveram classificações positivas, a percentagem daqueles que beneficiaram de explicações.
Ou seja, ou a crise não nos deixa tempo para pensar em mais nada ou desempenhos negativos na Educação já não têm o poder de nos chocar. Qualquer das alternativas é ruim.
Entretanto, existem medidas
simples e sem grandes custos que nos ajudariam a combater este cenário. No caso
do ensino básico, por exemplo, o ano letivo termina a 14 de junho e os exames
finais de Português e de Matemática decorrerão a 20 e 27 de junho
respetivamente. Entre o fim das aulas e o início dos exames (sábados inclusive)
os alunos do 9.º ano bem que poderiam ficar na escola, a beneficiar de apoio
por parte dos professores de Português e de Matemática. São poucos dias, é
verdade, mas preciosos.
A nossa meta deve ser termos os
melhores resultados do país. Se não formos ambiciosos, a mediocridade será o
nosso destino.
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