Em se tratando de estatísticas há sempre duas formas de ver uma dada realidade, como fotografia ou como filme. Ou seja, num dado recorte momentâneo ou num ciclo temporal. No caso das estatísticas sobre a educação nos Açores, a região não se sai bem em nenhuma das hipóteses.
Na fotografia os Açores, integrados num país situado nas posições mais baixas em termos de indicadores educacionais, consegu...
Na fotografia os Açores, integrados num país situado nas posições mais baixas em termos de indicadores educacionais, consegu...
e disputar com a Madeira a última posição em, literalmente, todos os critérios, com a honrosa exceção do ensino profissional.
No filme, a primeira vista, até nos saímos bem, já que não existem indicadores que não tenham evoluído positivamente. O problema é a velocidade dessa evolução, ou seja, somos um filme em câmara lenta. Assim, chegamos ao século XXI com quase 80% da população ativa com não mais do que o 3.º ciclo e um número significativo, mais não exactamente quantificado, de analfabetos. Nesse momento, numa população tão pequeno como a nossa e com uma cobertura escolar invejável, o nosso analfabetismo já deveria ser de 0% (é absurdo exigir menos do que isso) e a nossa tarefa principal tornar abrangente o ensino secundário e não o 3.º ciclo.
Se pensarmos que não existe região do país com um parque escolar tão bom quanto o nosso, que temos um corpo docente estável e altamente profissionalizado, que a proporção entre alunos e professores é baixa, que não temos escolas sobrelotadas, que praticamente não temos escolas com desdobramentos de horários, que todos os concelhos possuem oferta do ensino secundário (vai chegar ao Corvo no próximo ano), que as verbas canalizadas para a educação garantem que a nenhuma escola falte o essencial para o seu funcionamento, temos que convir que os resultados são, no mínimo, modestos.
No filme, a primeira vista, até nos saímos bem, já que não existem indicadores que não tenham evoluído positivamente. O problema é a velocidade dessa evolução, ou seja, somos um filme em câmara lenta. Assim, chegamos ao século XXI com quase 80% da população ativa com não mais do que o 3.º ciclo e um número significativo, mais não exactamente quantificado, de analfabetos. Nesse momento, numa população tão pequeno como a nossa e com uma cobertura escolar invejável, o nosso analfabetismo já deveria ser de 0% (é absurdo exigir menos do que isso) e a nossa tarefa principal tornar abrangente o ensino secundário e não o 3.º ciclo.
Se pensarmos que não existe região do país com um parque escolar tão bom quanto o nosso, que temos um corpo docente estável e altamente profissionalizado, que a proporção entre alunos e professores é baixa, que não temos escolas sobrelotadas, que praticamente não temos escolas com desdobramentos de horários, que todos os concelhos possuem oferta do ensino secundário (vai chegar ao Corvo no próximo ano), que as verbas canalizadas para a educação garantem que a nenhuma escola falte o essencial para o seu funcionamento, temos que convir que os resultados são, no mínimo, modestos.
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